O número de mulheres empreendedoras no Brasil não para de crescer. São histórias de coragem, criatividade e muita determinação, ganhando cada vez mais espaço no mercado. Mas, junto com esse avanço, também surgem desafios: como conciliar múltiplas jornadas? Como enfrentar as desigualdades?
É sobre esse cenário de conquistas, obstáculos e oportunidades que as convidadas do Vitrine Revista — Liciana Pedro, consultora do Sebrae; Simone Macedo, empresária; e a chef de cozinha Daniele Spirandelli — explicam ao longo do programa.
As convidadas destacam que o empreendedorismo feminino no Brasil segue em crescimento, impulsionado por coragem e criatividade. No entanto, um dos maiores obstáculos discutidos é a dificuldade de conciliar o papel de empresária com as funções de mãe, esposa e responsável pelo lar. Nesse sentido, é fundamental entender o momento de começar a delegar funções no negócio.
Além das dificuldades em equilibrar todas as áreas da vida, as convidadas ressaltam que setores como a gastronomia profissional ainda apresentam forte preconceito contra mulheres em cargos de liderança — uma barreira que precisa ser enfrentada diariamente.
A chef de cozinha Daniele Spirandelli começou a empreender em 2017, após ser diagnosticada com esclerose múltipla. Em vez de encarar a doença como uma catástrofe, transformou a situação em uma oportunidade de mudar de carreira e abrir seu próprio negócio, atualmente um bar e restaurante.
Já Simone Macedo, empresária do ramo óptico, tem 18 anos de experiência e duas lojas. Ela destaca que nunca se imaginou empresária, por vir de origem humilde, mas sua garra para bater metas e o gosto por vendas a impulsionaram. Simone ressalta ainda que, hoje, a empresária também precisa atuar como influenciadora da própria marca nas redes sociais, o que demanda tempo extra, mas é essencial para atrair clientes.
A consultora do Sebrae, Liciana Pedro, enfatiza que, no início, é comum a mulher assumir todas as funções no negócio. No entanto, para crescer de forma sustentável, é fundamental aprender a delegar tarefas, evitando sobrecarga e prejuízos à saúde e à gestão. Ela também reforça que ninguém precisa “nascer empreendedor”: habilidades como gestão, resiliência e foco podem ser desenvolvidas com estudo e persistência.