Você acha que amizade e dinheiro combinam? Já aconteceu de emprestar dinheiro para um amigo e não receber de volta, prejudicando a amizade? Essa situação é mais comum do que se imagina. Para entender melhor como lidar com esse tipo de situação e como não comprometer as finanças no fim do mês, o Vitrine Revista recebe Joenice Diniz, planejadora financeira, professora e escritora.
A convidada explica que, no processo de emprestar ou pedir dinheiro, as expectativas das pessoas podem divergir bastante. Quem pede emprestado costuma esperar paciência e compreensão do amigo, enquanto quem empresta espera que a outra pessoa seja ainda mais responsável do que seria com um banco.
Em um cenário em que o Brasil tem cerca de 80% da população endividada, e aproximadamente 30% desse endividamento ocorre por empréstimos de nome ou CPF para terceiros, é compreensível que muitas pessoas fiquem com um pé atrás na hora de emprestar dinheiro, até mesmo para amigos. A planejadora financeira ainda destaca que 71% das pessoas que emprestaram dinheiro para amigos não receberam o valor de volta, e mais de 50% das amizades acabam após o empréstimo.
Para evitar conflitos e não comprometer a situação financeira, a professora sugere que empréstimos de valores pequenos sejam encarados como algo que pode não voltar. Ou seja, a pessoa deve emprestar apenas um valor que não fará falta caso não seja devolvido.
Já no caso de valores maiores, o ideal é combinar uma data de pagamento, discutir a possibilidade de juros e deixar claro que o dinheiro precisa ser devolvido. Segundo Joenice, a sinceridade é um dos princípios de uma boa amizade e, quando o assunto é dinheiro, ela deve ser ainda mais presente — até mesmo para dizer um necessário “não”.