Levantamentos sobre o mercado de trabalho apresentam que cerca de 60% das empresas enfrentam baixo engajamento de candidatos nos processos seletivos. Mas, afinal, o que está afastando esses profissionais?
Para entender mais sobre os desafios do mercado de trabalho, retenção de talentos e o papel da inteligência artificial nesse cenário, o Vitrine Revista recebe a psicóloga especialista em carreiras e negócios Sarah Figueiredo.
A especialista explica que o mercado enfrenta dificuldades em administrar diferentes gerações no mesmo ambiente. Modelos de gestão mais antigos muitas vezes não se adaptam às expectativas das novas gerações, que tendem a trocar de emprego com mais frequência em vez de construir carreiras longas em uma única empresa.
Nesse sentido, Sarah comenta que o papel das empresas mudou: elas não podem mais apenas esperar por candidatos. Gestores precisam adotar uma postura de “pesca ativa”, identificando bons profissionais em outros contextos e fazendo propostas diretas.
Outro movimento percebido nos últimos anos é a maior abertura para contratar pessoas com 30, 40 ou mais de 50 anos, especialmente para atendimento ao público, devido ao maior compromisso e ao desejo de socialização desse perfil.
Embora a IA tenha sido implementada para automatizar tarefas operacionais e burocráticas, especialmente na etapa de contratação, ajudando a manter a produtividade mesmo com a escassez de mão de obra, as empresas ainda priorizam o relacionamento e o atendimento humanizado, que seguem como diferenciais competitivos que a tecnologia ainda não consegue replicar plenamente.