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O que é geada negra, um tipo de frio que mata plantas por dentro, e pode ocorrer no Brasil

Fenômeno ocorre quando o frio está muito intenso, com baixa umidade e ventos fortes
25 jun 2025 às 16:19
Por: Band

O frio intenso que atingiu boa parte do Brasil, mas principalmente os estados da região Sul, elevaram a possibilidade de ocorrência da geada negra, um fenômeno climático que devasta lavouras e qualquer tipo de planta atingida. O alerta foi emitido na última segunda-feira (23) pelo  o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Estado (Simepar). Entenda o que é a geada negra.


Diferente da geada tradicional, que cobre a paisagem no amanhecer com cristais visíveis de gelo, a geada negra age de maneira invisível, mas com efeitos devastadores para a vegetação. Ela ocorre quando massas de ar extremamente frias e secas avançam sobre uma região, fazendo a temperatura despencar rapidamente para valores negativos. É uma mudança tão brusca e rápida  que não  que nem sequer dá tempo do orvalho e do gelo se formarem na superfície das plantas. No entanto, a condição congela a seiva das plantas.


Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar explica: “Esse fenômeno é caracterizado pelo congelamento da seiva das plantas – ou seja, um congelamento interno – associado ao frio intenso, ventos de moderada a forte intensidade e baixa umidade do ar. Isso dá às plantas um aspecto escurecido, como se estivessem necrosadas, podendo causar a morte das culturas”.


Geada negra mudou a história da agricultura brasileira


Em 18 de julho de 1975, no Paraná, uma geada negra atingiu os cafezais paranaenses e marcou o fim do ciclo do café na região. As lavouras de café eram um dos elos mais fortes da economia para o estado e, do dia para a noite, tudo estava destruído. Milhares de pés de cafés ficaram queimados por causa da geada negra. 

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Londrina, na região norte do Paraná, era até então conhecida como ‘a capital mundial da cafeicultura’. Após a geada, endividados e desempregados, os agricultores paranaenses migraram para a outras regiões do Brasil em busca de outras terras para plantar. Foi esse movimento que incentivou os migrantes a apostarem no plantio de soja e milho nas regiões centro-oeste e nordeste, como o Oeste da Bahia. Segundo o governo do estado do Paraná, cerca de 2,6 milhões de produtores rurais migraram para outras regiões do Brasil.

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