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Preço do porco cai em março e setor suinícola amarga baixa nas vendas em todo o país

Quaresma e incertezas com o dólar travaram os negócios no primeiro trimestre; produtores esperam reação com o fim do feriadão
02 abr 2026 às 10:39
Por: Cepea
Reprodução/Agro+

O setor de carne suína no Brasil enfrentou um mês de março bastante complicado, com os preços andando para trás e a procura dos consumidores lá embaixo. De acordo com os dados mais recentes do Cepea, o principal culpado pelo desânimo nas vendas foi o período da Quaresma, quando muita gente tira a carne do cardápio, reduzindo drasticamente o movimento nos açougues e frigoríficos. Além do fator religioso, a economia mundial também pesou no bolso, com a alta do petróleo e a subida do dólar gerando incertezas que travaram o fechamento de novos negócios no campo.


Essa "maré baixa" não é de hoje e já vem sendo observada desde o começo de 2026, mas o mês de março acabou batendo mais forte no produtor rural. Com o custo de produção subindo e o valor de venda do animal enfraquecido, muitos agentes do setor preferiram segurar as mercadorias, aguardando dias melhores. A combinação de menos gente comprando e o cenário de guerra e instabilidade no exterior criou um clima de cautela que esfriou o ritmo de negociações em todo o mercado nacional durante o primeiro trimestre.


Agora, todas as atenções se voltam para o mês de abril, que começa com as opiniões divididas entre os especialistas. Enquanto uma parte do setor segue com o "pé atrás" devido ao desempenho ruim dos últimos meses, outros acreditam em uma reação imediata. O otimismo é puxado pelo fim da Quaresma, que marca a volta do consumo normal de carnes, e pela primeira quinzena do mês, período em que o trabalhador recebe o salário e tem mais fôlego para ir às compras, o que pode dar o empurrão que os preços precisam.


Se a expectativa de melhora se confirmar, o setor espera recuperar parte do prejuízo acumulado neste início de ano. O cenário para o consumidor ainda é de preços acessíveis, mas a tendência é que, com o aumento da procura após o Domingo de Páscoa, os valores comecem a dar sinais de subida. Por enquanto, o momento é de acompanhar de perto como o mercado vai se comportar com a entrada de dinheiro novo na economia e o fim das restrições de consumo típicas desta época do ano.

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