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Preço do trigo dispara no Paraná e atinge maior valor dos últimos seis meses

Com pouca oferta no mercado, a tonelada do cereal ultrapassou a marca de R$ 1.280 no estado
07 abr 2026 às 11:16
Por:
Divulgação

O preço do trigo segue em uma forte trajetória de alta nas principais praças do país, impulsionado pela baixa oferta do cereal no mercado físico. No Paraná, a valorização chamou a atenção ao fechar o mês de março com o preço médio ultrapassando os R$ 1.280 por tonelada, retornando a níveis que não eram vistos desde meados de setembro de 2025. Segundo o Cepea, esse movimento de subida reflete a resistência dos produtores em vender o produto agora, já que muitos preferem aguardar por oportunidades de lucro ainda maiores nos próximos meses.


Outro fator que ajuda a explicar a falta de trigo disponível é que os agricultores estão com as atenções voltadas para as atividades da safra de verão, o que acaba deixando a comercialização do cereal em segundo plano. Essa distração no campo limita a quantidade de produto circulando no mercado, gerando o que os especialistas chamam de baixa liquidez no spot. Com menos caminhões carregados chegando aos compradores, quem tem o produto na mão consegue ditar as regras e pedir valores mais altos nas negociações diretas.


Na outra ponta da corda, as moageiras — que são as indústrias que transformam o trigo em farinha — mostram uma necessidade urgente de recomposição de estoques neste início de mês. Como o consumo de derivados de trigo não para, essas empresas são obrigadas a ir às compras mesmo com os preços elevados. O cenário atual é de compradores ativos enfrentando um mercado "seco", o que força os moinhos a aceitarem os maiores preços pedidos pelos vendedores para não deixarem as máquinas paradas.


De acordo com os pesquisadores do Centro de Pesquisas, a tendência é que o mercado continue pressionado enquanto a nova safra não ganha corpo ou enquanto o trigo importado não chega para equilibrar a balança. Por enquanto, o produtor paranaense comemora a valorização do cereal, que recupera o fôlego após períodos de incerteza. Para o consumidor final, resta acompanhar como esse aumento no custo da matéria-prima será repassado para itens básicos do dia a dia, como o pãozinho francês e as massas.

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