Na última terça, a Petrobrás anunciou a elevação do preço do diesel vendido às distribuidoras. Um aumento de 8,89% que começou a valer nessa quarta. O preço médio do diesel passou de R$ 2,81 para R$ 3,06, por litro, 25 centavos mais caro.
Essa alta deve chegar logo às bombas dos postos de combustíveis. Para quem trabalha com transporte está ficando cada vez mais difícil cobrir os custos. O novo reajuste gerou críticas contra a Petrobrás. A gasolina por exemplo, subiu nove vezes de preço em 2021. o valor médio está em r$ 6,09.
Projetos que propõem uma solução para a disparada dos preços já tramitam na Câmara dos Deputados. Um deles, que está em discussão, é um projeto de lei complementar que propõe que o valor do ICMS seja unificado em todo país, e que deixe de ser por percentual, passando a ser cobrado por valor nominal.
Diferente do que ocorre hoje, com a mudança proposta pelo projeto de lei complementar, quando a Petrobrás anunciar um reajuste, o consumidor vai sentir imediatamente a diferença nas bombas de combustível.
Se o PL for aprovado, vai levar 180 dias para que a população comece a sentir os primeiros reflexos. Na avaliação de especialistas, trata-se de uma mudança positiva do ponto de vista tributário. Mas uma redução considerável dos preços dos combustíveis, depende de fatores como a taxa de câmbio.
O ICMS é uma das principais fontes de arrecadação dos estados. Em visita à Arapongas, nesta quinta, o Governador Ratinho Junior comentou sobre o assunto. Ele disse que há seis anos o Paraná não aumenta o valor dos impostos e que atribuiu a alta dos combustíveis ao dólar.
Outra proposta que tramita na Câmara dos Deputados, é a criação de um fundo de estabilização, com dois formatos ainda em discussão: um envolvendo dividendos que são repassados para a união e outro envolvendo o gás do pré-sal. Nos dois casos, sem mexer na política de preços da Petrobrás.
Veja mais detalhes na reportagem.