Comecei esse texto uma, duas, três vezes... Parei. Pensei. Respirei. E aí sim voltei ao eixo. Afinal isso se resume ao que foi este ano.
Entramos em 2021 cheios de incertezas. Quando pensávamos que estava tudo ficando bem, a luz de alerta acendia novamente. Tivemos que parar por diversas vezes. Repensar, pra então seguir.
Depois de um 2020 difícil, em que centenas de milhares de pessoas perderam algum familiar ou amigo, já no início de 2021 a esperança. Em janeiro a vacina contra o vírus que fez tudo mudar, chegou aos brasileiros. Com uma grande dose de atraso, é verdade. Mas ali teve início uma nova fase.
Uma corrida contra o tempo pra que todos tivessem sua vez, em memoria daqueles que não tiveram essa opção. Pagamos o preço alto pela politização da saúde.
Aos poucos, fomos vendo os números de mortes diminuírem e respiramos um pouco mais aliviados. 2021 colocou nossas crenças à prova, o tempo todo. 2021 também ensinou, até os mais incrédulos, que a vida não está exposta em um palanque político. E que cada vida importa, e precisa ser comemorada.
No Paraná, as ilhas de areia e os paredões de pedra foram retrato da maior crise hídrica das últimas nove décadas. Decretos de emergência, plantações perdidas...
A oportunidade de mudar algo que tanto penalizou a população do estado. O fim dos contratos marcados por escândalos de corrupção e obras inacabadas, ou sequer começadas. Se foram mais de duas décadas de exploração, a gente se pergunta, pra que isso não se repita, um planejamento extenso não deveria ter sido feito muito antes do fim? Não pagar agora é um alívio, mas será que o preço do futuro não será mais alto?
Eita 2021 de extremos. Também teve solidariedade e empatia, voltamos a poder estar juntos. Até o bom velhinho que precisou se ausentar em 2020, voltou a fazer a festa da criançada em 2021.
É... 2021 deixou sua mensagem. Não existe depois pra vida. As mesmas dores que unem, também podem separar. É uma a questão de escolha. E aí, o que você escolhe para 2022?
Veja a crônica de Giulianne Kuiava, exibida no Jornal Tarobá 2ª Edição.