O Grupo Tarobá de Comunicação acompanha desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (15), uma tragédia registrada no oeste do Paraná. Um policial militar matou oito pessoas e depois tirou a própria vida.
Fabiano Garcia Júnior era policial militar há 12 anos. A chacina conseguiu em Céu Azul, que fica a 64 quilometros de Toledo. Ele foi até um sítio, onde estavam dois de seus filhos, de 4 e 9 anos de idade, que foram executados com tiros a queima roupa na região da cabeça. Depois ele voltou até Toledo e foi até uma casa onde matou a própria mãe e um irmão.
A 5ª vítima foi um rapaz, morto na Rua Getúlio Vargas. Ele transitava pelo local quando foi abordado por Fabiano, que atirou contra o jovem. Perto dali, a 6ª morte, outro rapaz desconhecido de Fabiano foi morto pelo homem.
A chacina terminou na casa de Fabiano, onde ele matou a esposa, Kassiele, e sua filha de 12 anos. Gritos de socorro foram ouvidos por vizinhos. Depois das oito mortes, na esquina de casa, dentro do carro, o policial tirou a própria vida.
A Polícia Militar concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira. O Coronel Hudson Teixeira, comandante geral da Polícia Militar do Paraná, falou sobre o caso.
Segundo o Coronel, por volta das 23 horas Fabiano ligou para o cunhado e contou que teria matado as pessoas. As viaturas então foram até as residências e localizaram os corpos. A polícia afirmou que fez esforços para localizar ele antes da tragédia acontecer.
O Coronel ainda explicou que o homem encaminhou audios para a familia relatando problemas conjugais e financeiros, além de envolvimento com jogos.
O Grupo Tarobá de Comunicação teve acesso a uma câmera de segurança, que mostrou o momento em que Fabiano executa um dos jovens em meio a via pública. Na imagem é possível ver o momento em que ele aborda o rapaz e desfere um tiro contra o jovem, que morre ainda no local.
De acordo com informações da Polícia, o Fabiano seguiu trabalhando no batalhão até por volta das 19 horas de quinta-feira, estava tranquilo e não aparentava nenhuma intercorrência ou nervosismo. Os corpos das pessoas mortas pelo homem já foram identificados e estão sendo liberados para atos fúnebres.
Locais dos velórios e dos sepultamentos ainda estão sendo definidos.