Nesta segunda-feira (24), uma Comunidade Terapêutica da zona sul de Londrina foi interditada pela segunda vez, por entender que a instituição não tem confiabilidade para atender os pacientes. A solicitação partiu da Promotoria de Saúde.
A primeira interdição ocorreu no mês passado, em uma operação conjunta do Ministério Público de Londrina (MP) com a vigilância sanitária, e um dos responsáveis foi preso. Os órgãos constataram irregularidades como agressões aos pacientes e maus tratos.
O espaço funcionava como clínica sem ter a autorização necessária e só voltou a funcionar depois de mudar o alvará. Cinquenta e sete pacientes permaneciam em atendimento.
A nova interdição ocorreu porque pacientes internados compulsoriamente na Comunidade Terapêutica, estariam sendo orientados a assinar uma declaração manifestando o desejo de permanecerem voluntariamente.
“O juiz apreciou aqueles motivos que o Ministério Público já tinha trazido para a população: a falta de um tratamento adequado para as pessoas que estavam ali internadas. No sentido de não ter um plano individual de tratamento, não ter atividades de lazer, terapia ocupacional, tratamento psicológico, além das denuncias de maus tratos”, explicou a promotora, Suzana de Lacerda.
Com a nova interdição, a justiça deu o prazo de 5 dias para transferência dos pacientes para outras instituições ou para receberem alta e voltarem para suas famílias.