Nesta quinta-feira (19), uma equipe de reportagem do Grupo Tarobá de Comunicação ouviu uma das vítimas do suposto estupro praticado por um policial do 5° Batalhão da PM (Polícia Militar), que foi preso na última quarta-feira (18).
Os casos teriam acontecido no dia 31 de dezembro e no último domingo (15), a mulher da última data não foi identificada, mas concedeu entrevista à equipe e disse que após o abuso, ficou sem saber o que fazer. O homem teria chegado no mocó onde a mulher estava e ordenou que a vítima fizesse sexo oral; ao se recusar, a mulher foi ameaçada com um revólver na cabeça e obrigada a continuar o ato em meio às pessoas presentes.
"Ele cuspiu na minha cara... para mim, ele estava drogado" conta a mulher, que estava em uma das camas do local quando foi abordada pelo abusador. A vítima do último dia 31, conta que não denunciou porque teve medo.
Imagens de uma câmera mostram o policial entrando na residência abandonada, que fica na Rua Belém, região central de Londrina, e é conhecida como 'Mansão dos Nóia'. As vítimas recebem apoio da assistência social. O acusado possui 10 anos de corporação e, há cerca de um mês, foi transferido do 30º BPM ao 5º BPM. Agora, a PM vai abrir processo administrativo para apurar a conduta do homem.
O homem também foi interrogado, mas se reservou ao direito de permanecer calado. “Ele não estava com advogado naquele momento, mas posteriormente fomos procurados por um. Aguardamos agora o resultado dos laudos”, disse o delegado da Mulher, William Douglas. A Delegacia da Mulher tem até o próximo dia 28 para finalizar o inquérito.