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Geólogo explica recomendação de distanciamento das rochas no passeio Macuco Safari

10 jan 2022 às 16:56
Por: Bruno Rodrigo

O acidente geológico com 10 vítimas fatais em Capitólio, cidade de Minais Gerais, acendeu o sinal de alerta para diversos locais que promovem passeios próximos a formações rochosas. Como consequência desse acidente, a Marinha do Brasil solicitou que o passeio de barco do Macuco Safari, que acontece abaixo das quedas das Cataratas do Iguaçu, mantenha distância das rochas, afim de se evitar acidentes assim como o registrado em Minas Gerais.

O Parque Nacional do Iguaçu, que é responsável pelo passeio do Macuco Safari, emitiu uma nota nesta segunda-feira (10), ressaltando a segurança do passeio e afirmando que está aguardando por mais informações da Marinha, afim de que seja esclarecidos os fatos e retomado o passeio mais próximos as rochas. Não há conhecimento de quedas de blocos nas Cataratas.

O Grupo Tarobá de Comunicação conversou com o Mestre em Geologia, Jorge Medeiros, que explicou os possíveis perigos em relação a essas formações rochosas presentes na região. Segundo Jorge, as rochas na cidade de Capitólio são arenosas, com algumas semelhanças com as do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. Essas rochas costumam sofrer com a ação do vento, provocando casos de erosão. Como o blocos rochosos tem fraturas verticais, há uma possibilidade maior de quedas dessas rochas, devido a erosão.

Em Foz do Iguaçu, mas especificamente nas Cataratas, essa rocha é do tipo basáltica. Caso essas formações rochosas sejam totalmente maciças, não há risco de desmoronamento. No entanto, se essas rochas forem fraturadas, é necessário um estudo acentuado para que seja verificada a possibilidade de ocorrer desmoronamento no local.

Ainda segundo Jorge, não há como descartar que não possa acontecer acidentes geológicos nas Cataratas, e que casos de abalos sísmicos na América do Sul podem acarretar em um "balanço" na região, provocando possíveis quedas dos blocos das Cataratas. A forte ação da água no local, que é constante, também pode trazer riscos para essas formações rochosas.

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Jorge ainda explica que a Itaipu tem redes de monitoramentos para possíveis abalos, o que traz uma maior confiança para que não ocorra tais desmoronamentos. O Geólogo ainda afirma que se houve essa recomendação, deve haver conhecimento de possíveis fraturas que podem provocar esses deslizamentos, e que uma equipe técnica provavelmente deve ser mandada até o local para avaliar os riscos.

Por fim ele afirma que em todos os locais com formação rochosas é preciso ter cuidados, e fissuras como essas são facilmente visualizadas até mesmo por leigos no assunto, já que são grandes e normalmente interligadas. As fraturas verticais costumam ser mais perigosas.

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