Os pacientes que foram neste sábado (15) até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no jardim do Sol, localizada na avenida Leste Oeste, encontraram um cenário caótico. Doentes debilitados esperavam até 8 horas por atendimento e a demora causou indignação.
"Se nós tivéssemos dinheiro para pagar consulta, nós não estaríamos aqui. Nós estamos aqui porque nós não temos", afirmou a dona de casa Gilda Caetano Ferreira. Às 19h30, desde o meio dia ela aguardava com sua filha, que sofria dores na barriga e não conseguia se alimentar há três dias. "As quatro hora da tarde tinha 12 pessoas na frente dela. Já chamaram 30 e não chamam ela. Estão fazendo pouco caso da gente", lamentou.

Gilda estava com a filha doente e, depois de 7 horas de espera, ainda não havia sido atendida
Já a empregada doméstica Rosilene da Silva acompanhava o pai de 86 anos, que estava com suspeita de pneumonia. Eles chegaram às 11h30 e até 19h30 não haviam sido atendidos. "Ele está com três dias que não come. Acho que é uma humilhação eles fazerem isso com a gente. Eles deviam ganhar por pessoa (atendida) e não por mês", desabafou.

Com o pai idoso e debilitado, Rosilene esperou mais de 8 horas pela consulta
Segundo os funcionários da UPA, das 0h até as 19h30 deste sábado 199 senhas haviam sido distribuídas. Durante a tarde, a informação era de que o atendimento foi feito por três profissionais. Já no período noturno, a escala mostrava a presença de quatro médicos, mas o nome de uma quinta profissional foi escrito à caneta posteriormente.
O secretário de Saúde de Londrina foi procurado, mas não atendeu o celular. Esta matéria será atualizada assim que houver uma resposta da prefeitura.
(Colaboração: Valdemar Loredo)