Não é preciso ser grande especialista para perceber: os números da Covid-19 em Londrina voltam a assustar. A taxa de positividade aumentou e a de mortalidade também. Na região, a saúde alerta até para os casos menos graves, e as sequelas que têm sido deixadas pelo coronavírus.
É o pior momento da pandemia em Londrina e região. Enquanto em agosto e setembro eram registrados, em média, 2 mil casos por semana, agora já passamos até dos 5 mil. Nos 11 primeiros dias do ano, saltou de 37 mil para 43.520.
A taxa de positividade também aumentou. De cada 10 testes, 4 têm dado resultado positivo. Por isso, o alerta para se redobrar as medidas de prevenção, e uma atenção maior aos sintomas, mesmo que leves.
Se o número de casos aumenta, o de mortes também cresce. Na área da 17ª Regional de Saúde, que abrange 21 municípios, são 712 até agora. 481 só em Londrina, sendo 45 nos últimos 11 dias. Pessoas que tinham de 38 a 93 anos.
A taxa de ocupação dos leitos Covid-19 também segue alta. 79% na enfermaria e 81% na UTI. No HU, que é o hospital de referência para 93 municípios, na última segunda, havia 74 pacientes de Londrina e 63 de fora.
O aumento no número de recuperados traz alívio e também uma nova preocupação. Além do tempo de internação numa UTI, que pode passar dos 2 meses, as sequelas têm se mostrado severas. Desde perda de massa muscular, problemas para andar, falar e até comer. E mesmo as pessoas que tiveram sintomas leves estão sofrendo com a doença de 3 a 6 meses depois.