O mês de março começou com Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose. A doença crônica atinge 1 em cada 10 mulheres no país, segundo estimativas da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva. No próximo dia 28 de março, acontecerá em todo o mundo a 7ª edição da EndoMarcha – Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose (EndoMarch - Million Women March for Endometriosis). O evento reúne mulheres de mais de 75 países, entre eles o Brasil, que participa desde a 1ª edição mundial, em 2014. A cidade de Londrina também participa do evento desde 2015 e, novamente, contará com realização do EndoMulheres Londrina, grupo de apoio às portadoras de endometriose.
A concentração da Marcha será no Calçadão (em frente ao Banco do Brasil) e segue pelas ruas do centro da cidade em direção à Concha Acústica, onde acontece o encerramento do evento.
“A marcha é o único evento legítimo mundial de reivindicação pelos nossos direitos, pelo diagnóstico precoce e pelo reconhecimento da endometriose como doença social, com a criação de políticas públicas para que haja tratamento completo pelo SUS em pelo menos todas as capitais do país”, afirma Caroline Salazar, capitã brasileira da EndoMarcha, jornalista e autora do blog A Endometriose e Eu. A caminhada visa tirar a doença da invisibilidade e conscientizar mulheres, familiares, amigos e especialistas acerca da possibilidade de cura da doença. Pouco abordada no Brasil, a cirurgia de excisão/ressecção é a que mais apresenta chances de erradicar a doença e devolver qualidade de vida à mulher portadora da endometriose.
A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de um tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Os sintomas são vários, sobretudo, cólicas menstruais fortes, inclusive, fora do período menstrual, dor durante e após as relações sexuais, com desenvolvimento da dispareunia, fadiga e cansaço extremo, inchaço abdominal, dor e ou sangue nas fezes e na urina, entre outros. Estima-se que 200 milhões de meninas e mulheres sejam atingidas pela endometriose em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é que esse número seja superior a seis milhões de portadoras. Apesar dos altos índices, a doença é negligenciada e inviabilizada; prova disso é que a endometriose não é considerada uma doença social, o diagnóstico é tardio (leva em média de 7 a 12 anos), os tratamentos pela rede pública são praticamente inexistentes ou inacessíveis à grande maioria e as cirurgias restritas, quando realizadas.
(com informações da assessoria)