Uma criança pode ser o primeiro caso de sarampo em Londrina. O nome e o sexo não foram divulgados. A criança tinha recebido as duas doses da vacina e os exames preliminares deram resultado inconclusivo. A família tinha recebido parentes de São Paulo, estado onde foram registrados muitos casos de sarampo.
A suspeita chegou porque a criança apresentou febre acima de 38,5°. Outros sintomas suspeitos são o aparecimento de manchas vermelhas. Esse caso está sendo monitorado e é considerado um exercício pela diretora de vigilância em saúde, Sonia Fernandes. “É uma prevenção. Significa que estamos alertas. A única medida que poderia ser feita nesse caso, que é a vacinação de bloqueio, das pessoas que tiveram contato com o caso suspeito, foi feita”, aponta. Ela informa ainda que a secretaria de saúde tem uma retaguarda de atendimento de ações pronta para agir de forma rápida em caso de suspeita.
Além da vacinação para crianças de 6 meses até 1 ano, a orientação para quem vai para áreas onde há muitos casos, como São Paulo, é procurar uma unidade de saúde com no mínimo 20 dias de antecedência. “Assim a pessoa não se expõe ao risco de ter a doença e nem de trazer a doença ao município no retorno”, pontua.
Como a maioria das doenças virais, o sarampo não tem tratamento especifico, com medicação própria. É preciso controlar a febre, que na maior parte das vezes é alta. “O Ministério da Saúde no protocolo recomenda o uso da vitamina A pros pacientes de maior risco, principalmente as crianças menores de 5 anos que tenham deficiência. Então, hoje o município tem esse medicamento disponível em caso de necessidade”, conclui Fernandes.
Rolândia
Em Rolândia, um caso foi confirmado esta semana. Segundo o diretor de vigilância em Saúde, Rafael André Ferreira Dias, em virtude do quadro clínico bastante característico da paciente foi feito o bloqueio vacinal de todos as pessoas que tiveram contato com ela a partir do dia 12 de agosto. Familiares, amigos e colegas de trabalho foram imunizados com a tríplice viral. “Fizemos isso para evitar um possível surto. O caso é importado, ou seja, a paciente não contraiu a doença em Rolândia”, aponta.
A mulher de 29 anos tinha feito uma viagem para Porto Seguro, na Bahia e passado também pelo aeroporto de São Paulo, no final de julho. Ambos locais onde há casos confirmado de sarampo. Ela teve febre, manchas vermelhas pelo corpo e conjuntivite.