O comportamento da Covid-19 em Londrina criou uma batalha de versões. A superintendente do Hospital Universitário (HU), Vivian Feijó, sustenta com todas as palavras que o panorama é desanimador. Por outro lado, o prefeito Marcelo Belinati (PP) rebate e afirma que o cenário é considerável estável.
Em apenas quatro dias, 87 pacientes foram para o Pronto Socorro da unidade com suspeita de terem contraído o coronavírus. Desses, 50 esperaram o atendimento nos corredores. Dos 61 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, 92% estão ocupados.
A superintendente disse que esse número é reflexo da liberação de diversas atividades. "Não temos tranquilidade, se existe tranquilidade na fala de autoridades, que sejas apresentados esses leitos. Há um esgotamento hoje em relação ao manejo de pacientes nos leitos disponíveis. Coisa que nós não tínhamos há 15 ou 20 dias", disse.
O chefe do executivo ressaltou que Londrina tem um número bem menor de casos ativos em comparação a outras cidades, como Maringá e Curitiba. "Estamos mantendo o controle da pandemia aqui na cidade, o que estabelece isso não é o Marcelo Belinati, minha vontade ou de outras pessoas. São indicadores, dados concretos que podemos observar", disse Belinati.
O prefeito ainda explicou que o Governo do Estado desativou leitos no HU de Londrina, o que poderia ajudar a explicar o crescimento na taxa de ocupação. De acordo com ele, em caso de necessidade, eles podem ser rapidamente retomados. Assista!
Clique aqui e confira o boletim atualizado da Covid-19 em Londrina