Com a greve de ônibus deflagrada nesta quinta-feira (4), muitas pessoas recorreram ao transporte por aplicativos de celular. Usuários procuraram a Tarobá para relatar aumento significativo no preço das tarifas, que, em alguns casos, subiram para mais do que o dobro do valor normal.
O presidente da Associação de Motoristas de Aplicativos da Região Metropolitana de Londrina (Amalon), Edward Souza Franco, explicou que o aumento é causado pelo aumento da demanda de passageiros. "Houve aumento de 20% no número de chamadas", afirma.
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Segundo Franco, o aumento foi mais perceptível no centro da cidade. "Nos bairros essa diferença não é tão sentida", completa. Ele ressalta que o preço das corridas é regulado pela empresa responsável pelo aplicativo. "Quem determina se vai ficar mais caro e mais barato são as empresas. São elas que fazem o controle do volume de chamas".
O aumento do preço também variou dependendo do aplicativo utilizado. "A Uber, detentora da maior parcela de motoristas, teve um aumento mais exponencial. Os outros já não tiveram um aumento tão grande. Isso obedece à quantidade de pessoas cadastradas", explica.
Também houve relato de casos de motoristas que estavam fazendo corridas por fora dos aplicativos e cobrando preços abusivos. A orientação é que quem presenciar situações como essa anote a placa do carro e faça uma denúncia ao aplicativo no qual o motorista é cadastrado.
Criada recentemente, a associação de Motoristas de Aplicativos da Região Metropolitana de Londrina tem 126 associados.