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Doenças Alérgicas X Covid-19: Especialista orienta os cuidados para o monitoramento dos sintomas

06 mai 2020 às 09:11
Por: Redação Tarobá News

Nesta época do ano , as alergias respiratórias são muito comuns e distinguir  sintomas alérgicos das manifestações acusadas pelo novo coronavírus exige que o paciente e seus familiares conheçam e cuidem de seus sintomas e do ambiente em que vivem. Devido ao clima seco ocorrem aumento de partículas de aeroalergénos, junto as mudanças climáticas, favorecem o aparecimento das crises de alergia respiratória.

Nesse sentido é importante diferenciar sintomas de Alergia  Respiratória (asma , Rinite , Faringite, Amigdalite, Sinusite, Otite), quanto aos sintomas provocados pela Covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da Covid-19 são: tosse, febre coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar. A transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo através do toque do aperto de mão; gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro; objetos ou superfícies contaminadas (celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador, etc).

A médica pediatra e alergista da Secretaria de Saúde, Dra. Ana Cláudia Dias Pereira, explica que crianças e idosos estão mais suscetíveis as crises respiratórias neste período. O uso das mãos para “acalmar” a coceira no nariz eleva o grau de alerta de contágio de doenças causadas por vírus e bactérias.

“O hábito de coçar o nariz com uma friçao com a mão para cima, conhecida como saudação do alergico, pode elevar o contágio de doenças causadas por virus e bacterias. Em crianças , o hábito de coçar o nariz também pode acarretar sangramento nasal”, explica Ana Cláudia.

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Em geral, o contato com alergenos pode ocasionar, espirros, tosse,coriza, obstrução nasal e coceira na garganta e nos olhos , que junto ao exame e história clínica levam ao diagnóstico de alergia respiratória.

A tosse é outro sintoma que deve ser observada com mais frequência em pessoas com doenças alérgicas. “Como estamos em época de pandemia, a tosse característica da Covid-19 é uma tosse seca, ou seja, sem secreção”, detalha.

 “Se você tem alergia, você terá coriza, congestão nasal , coceira no nariz, pontos importantes para buscar essa diferenciação do novo coronavírus.

O exame clínico é de suma importância, pois o paciente que apresenta rinite, por exemplo, a mucosa nasal tem um aspecto diferente”, destacou a médica pediatra e alergista.

 

Cuidado com as crianças

De acordo com o Estudo Internacional de Asma e Alergia, 48% das crianças de 0 a 2 anos podem apresentar casos de rinite; 12,5% em crianças de 6 a 7 anos e 20% em adolescentes. A incidência de doenças respiratórias progride na fase adulta e pode chegar até 25% da população com sintomas de rinite.

“Os lactentes vão ficar com o nariz escorrendo , obstrução nasal, coceira – doença estritamente alérgica – não é contagiosa – porém provocada por fatores ambientais ou mudança de temperatura, produtos que tenham algum cheiro”, informa a pediatra.

“A lavagem nasal deve ser frequente para crianças que tem rinite, pois que tem alergia, os sintomas  são predominantes ao deitar e levantar, por isso a lavagem de dia e de noite. Isso ajuda a evitar a proliferação de vírus e bactérias”, explicou.

Outras recomendações: Lavar sempre as mãos, deixar as unhas curtas, uso do álcool em gel, estar com as vacinas em dia.

 

Cuidado com os Idosos

É muito comum no idoso a sensação do gotejamento nasal. O excesso de muco e acumulado na parte posterior do nariz e eventualmente na garganta, causando gotejamento e tosse continua.

Quando a secreção torna se amarelada pode revelar proliferação bacteriana, como causadora de tosse crônica. A secreção amarelada pode ser a proliferação bacteriana.

“É importante dizer que no idoso, a tosse não é um problema qualquer, mas sobretudo um sinal de que pode ter outro fator a ser pesquisado. As urticárias* representam 1/3 das causas de consultas clínicas e ambulatórios para doenças alérgicas. Os cuidados com a pele também devem ser observados”, orienta a especialista. 

“As medidas de higiene devem ser aliadas na prevenção de doenças. Nesse momento, temos que acreditar que somos geradores de saúde, protagonistas de uma vida melhor”, finalizou Dra. Ana Claudia Dias Pereira.


Assessoria

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