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Gestores apontam falhas em execução de contrato de manutenção de veículos

10 set 2019 às 12:25
Por: Redação Tarobá News

Em nova reunião realizada pela CPI que apura possíveis irregularidades na prestação de serviços de manutenção da frota de veículos do Estado, gestores da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) relataram, nesta terça-feira (10), os problemas enfrentados para o conserto dos veículos.

Aureo Lincoln Crovador da Silva, investigador da Polícia Civil, que esteve lotado no 5º Distrito durante a execução do contrato, disse que as dificuldades para o conserto dos veículos eram constantes. Segundo ele, o serviço nunca foi executado de forma adequada, além da recusa de algumas oficinas em realizar os serviços alegando a falta de pagamento por parte da empresa JMK, responsável pela gestão da frota.

Um dos casos apontados pelo investigador foi em relação a quatro viaturas que, devido à demora na prestação do serviço por parte da JMK, foram consertadas com recursos do fundo rotativo da Polícia e, posteriormente, os serviços constavam como “faturado pela JMK”.

Para o superintendente do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), à época, Delcio Domingos Ferreira, a resposta dada pela empresa quando do atraso do conserto ou liberação dos veículos era a falta de pagamento por parte do Estado, por isso o atraso nas oficinas. Ele também relatou que em Curitiba eram poucas as oficinas que estavam habilitadas para fazer o serviço, “umas três ou quatro” e que toda a decisão do local de conserto era realizada pela JMK. “Não tínhamos participação nos orçamentos”, relatou, completando que os veículos eram enviados para orçamento em oficina determinada pela JMK e que o conserto acabava sendo executado no mesmo local. “Nunca aconteceu de ser transferido para o conserto em outra oficina”.

Por fim, o último ouvido pela CPI nessa terça-feira, foi o gestor do contrato na Secretaria de Saúde, Pedro Alves Martins. Ele disse que no início a gestão da empresa JMK foi “funcional, bem tranquila”. Os problemas começaram a aparecer no decorrer do contrato, quando a empresa “foi acumulando dívidas com as oficinas” e que, em alguns casos de consertos mais urgentes, eram resolvidos por telefone com representantes da empresa, já que as ambulâncias não poderiam ficar paradas.

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Segundo ele, os veículos eram enviados para as oficinas apontadas pela JMK e que tinham o orçamento de menor valor, mas que “em alguns casos essas oficinas não tinham porte para consertar os veículos, principalmente, as ambulâncias”, apontou. Pedro Martins disse ainda que toda a gestão da SESA era concentrada em Curitiba e que havia uma conferência para ver se o serviço havia sido executado antes de seguir para o financeiro liberar a nota fiscal.

O presidente da CPI, deputado Soldado Fruet (PROS), reforçou a necessidade dos trabalhos da Comissão em buscar uma solução na gestão de frotas. “O trabalho da CPI é apurar os fatos, se houve crime, de quem foi o crime e mostrar uma nova realidade de gestão de frota para o Governo”, disse. “O que apuramos até agora é que faltou ao Governo exercer a função de fiscalizador”, completou.

Segundo ele, desde 2015 eram apontadas irregularidades na prestação do serviço e o que “me espanta é que foram mais de 400 protocolos de irregularidades e, mesmo assim, o Governo fez seis aditivos no contrato”.

Nas próximas reuniões os deputados que integram a CPI irão ouvir proprietários de oficinas conveniadas com a JMK e novos gestores de órgãos públicos. A CPI volta a se reunir no próximo dia 17.

Participaram da reunião desta terça-feira, além do presidente, deputado Soldado Fruet, os deputados Michele Caputo (PSDB), Luiz Fernando Guerra (PSL), Emerson Bacil (PSL), Soldado Adriano José (PV), Delegado Recalcatti (PSD) e Delegado Jacovós (PL).


ALEP 


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