A assembleia geral extraordinária do dia de ontem (10) teve como pauta única a apreciação do “estado de greve” na Unioeste, o que foi aprovada com uma única abstenção. A greve foi marcada para o dia 14 de junho.
Antes da votação da pauta, os informes pretenderam dar ciência aos docentes do movimento organizativo do conjunto de sindicatos que representam os servidores públicos do poder executivo do Paraná e, mais especificamente dos sindicatos das universidades estaduais, seções do Andes-SN, que se reúnem no Comando Sindical Docente.
No último dia 05, em audiência pública na ALEP, o secretário da fazenda, René Garcia, ao apresentar os números do primeiro quadrimestre, indicou, em todos os momentos de sua fala o não cumprimento da data-base dos servidores do executivo, apesar da sanidade financeira do estado. O tom do secretário era de uma ameaça de o estado do Paraná se tornar uma “Santa Catarina” ou um Rio de Janeiro”. Apesar de pressionado por deputados – tanto da oposição, quanto da base do governo - ficou claro a indisposição em relação ao cumprimento do direito dos servidores e o acumulado de 17,02%.
Na sequência, ocorreu a plenária do Fórum das Entidades Sindicais – FES, que, diante da ausência de proposta do governo em relação ao pagamento do acumulado de perdas salariais, passou a analisar a possibilidade de deflagração de greve estadual unificada. O conjunto dos sindicatos que compõe o FES aprovou o encaminhamento às assembleias de base para apreciar as seguintes datas: próxima plenária do FES em 14/06 ao final do dia para, avaliando a dimensão da greve geral, iniciar a composição do comando de greve. Construção de plenárias unificadas regionais com outros servidores estaduais para construção da greve, a partir do dia 15/06. Convocação de assembleias de deflagração da greve até 22/06 e considerar iniciar a greve em 25 ou 26 de junho.
É imperioso que cada docente se posicione diante de um desrespeito ao direito constitucional ao reajuste inflacionário. Nossas perdas já chegam a dois salários anuais, num cenário de inflação e insegurança econômica, precarizando nossas condições de vida e trabalho. Vale lembrar que os poderes legislativo e judiciário, não só tiveram todos os seus reajustes garantidos como a concessão de benefícios que não se aplicam aos servidores do executivo: saúde, educação, segurança, entre outros. A greve é o único caminho em que os trabalhadores impõem o valor e a necessidade social de suas atividades para que possam reivindicar o que lhes é direito.
Para além da grave situação do não cumprimento da data-base a comunidade acadêmica teve acesso à Nova Lei Geral das Universidades Estaduais do Paraná – LEGU, que vêm sendo analisada por vários grupos docentes e sindicatos, mas que já revela um desmonte estrutural da Universidade pública em seu tripé constitutivo. A proposição do anteprojeto merece ser analisado com cuidado devido para que possamos refutar pontualmente a tentativa de descontruir o Ensino Superior Público no Paraná.
Além dessas questões, a assembleia debateu o peso e a importância de construirmos a Greve Geral do dia 14 próximo com o empenho e compromisso de nos somarmos à toda classe trabalhadora brasileira na defesa da Previdência, do Emprego e da Educação. Os docentes relataram as formas de organização e articulação dessa construção nos diferentes campi e encaminharam ações conjuntas.
Informações: Sindicatos de Docentes da Unioeste (Adunioeste).