Após quase dois anos de experiências para incentivar as empresas da cidade a fazerem negócios com a Prefeitura de Londrina, o Programa Compra Londrina vai incluir novos órgãos públicos da cidade. Na próxima quinta-feira(7), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Hospital Universitário (HU), Sercomtel, CMTU, COHAB e Câmara de Vereadores de Londrina assinam a entrada no programa, com o compromisso de estimular os negócios com empresas locais e usar de forma contínua as compras públicas com governos como mecanismo de desenvolvimento da cidade.
O Programa foi criado para incentivar pequenas empresas locais a disputar contratos com os órgãos da cidade, aumentando a circulação de recursos públicos na economia local por meio de negócios sediados em Londrina. A iniciativa nasceu por meio do Sebrae, Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) e Observatório de Gestão Pública (OGPL), sendo encampada pela Prefeitura de Londrina – maior comprador público da cidade – em junho de 2017.
A entrada de novos órgãos no Compra Londrina significa uma soma de R$ 400 milhões por ano em oportunidades de negócios das empresas com os poderes públicos locais. Metade do valor – R$ 200 milhões - é atualmente investido em compras apenas pela Prefeitura. Dois anos atrás, o Sebrae pesquisou 69 órgãos públicos da cidade e estimou em cerca de R$ 1 bilhão, por ano, o total de aquisições feitas pelas instituições. “Dentro dessa perspectiva, as oportunidades para empresas só crescem”, apontou o coordenador regional do Ambiente de Negócios do Sebrae Sérgio Garcia Ozório
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a expectativa é atrair mais empresas de forma geral e ampliar a disputa pelos contratos, possibilitando um círculo virtuoso principalmente para empresas de Londrina. “Não excluímos obviamente nenhum concorrente. No entanto, incluímos os pequenos empresários em um segmento importante, de compra de bens e serviços para instituições públicas. É bom para o setor público e para o conjunto da população que financia as instituições”, destacou o reitor Sérgio Carvalho.
A expectativa do reitor já é realidade na Prefeitura de Londrina, maior comprador público da cidade. No Município, antes do Programa, em 2017, as empresas da cidade ficaram com cerca de R$ 30 milhões em contratos com a administração municipal, o equivalente a 16% do total negociado.
Já em 2018, com as ações do Programa em campo, a Prefeitura negociou quase R$ 50 milhões a mais em relação ao ano anterior com empresas da cidade. No total, no último ano, as empresas de Londrina fecharam contratos e vendas de R$ 79,1 milhões com a Prefeitura da cidade, entre os R$ 197,4 milhões comprados em produtos e serviços para fazer funcionar a máquina pública.
Em 2018, das 563 empresas que fecharam contratos com a Prefeitura, 205 são empresas de Londrina. Delas, 29 são microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) que nunca disputaram contratos com governos – e ganharam.
“Com o Compra Londrina produzimos um conhecimento em compras públicas que agora pode ser compartilhado com outros órgãos. A entrada dos novos parceiros no programa consolida a iniciativa que começou com a insistência da ACIL e do Sebrae e hoje colhe excelentes experiências e resultados”, disse o secretário municipal de Gestão Pública, Fábio Cavazotti.
Potencial de negócios dobra - Com a entrada dos novos órgãos, o potencial de compra/venda do Programa Compra Londrina praticamente dobra: UEL, CMTU, Sercomtel, Cohab e Câmara de Vereadores devem adquirir, apenas em 2018, perto de R$ 195 milhões em bens e serviços.
Depois da Prefeitura (cerca de R$ 200 milhões/ano), estão a CMTU (R$ 70 milhões previstos), UEL (R$ 66,3 milhões) e Sercomtel (R$ 54,6 milhões) como os maiores compradores públicos locais que aderem ao programa. São seguidos pela Câmara de Vereadores (R$ 2,9 milhões) e Cohab (R$ 730,9 mil).
Novas práticas em licitações - Os novos participantes do Compra Londrina passam a integrar uma rede de órgãos que opera para aumentar a inserção das empresas de Londrina nas compras locais.
Para isso, comprometem-se com uma série de ações para dar mais visibilidade aos editais de licitações e pregões. Também passam a estudar a formação de lotes menores nos pregões para beneficiar pequenas empresas, seguindo legislações federais já existentes.
5 boas práticas do Programa Compra Londrina:
- Dividir as compras em lotes menores para favorecer pequenos negócios locais
- Divulgar um calendário de oportunidades prévio com a relação das compras para empresas que querem disputar licitações e pregões
- Acompanhar o desempenho das empresas locais nas licitações e estimulá-las a disputar contratos públicos
- Usar o site do Programa e o Facebook, para envio de informações por celular e e-mail às empresas interessadas
- Promover cursos, mini workshops e trocas de experiências sobre compras públicas locais e o potencial de desenvolvimento delas para Londrina
O que cada um mais compra:
UEL e Hospital Universitário: R$ 66.358.321,34 em compras previstas
Cabeamento de fibra ótica, locação de vans, impressões de boletins, coffee break para eventos, persianas, passagens aéreas, produtos de higiene e limpeza, mobiliário de escritório, equipamentos de proteção individual, extintores, pilhas, lâmpadas, baterias, produtos veterinários, óleo combustível, papel, materiais odontológicos, hortifruti, câmeras de monitoramento, materiais de construção, pães, leite, café, açúcar, peixes, soro, anestesias, materiais hospitalares, materiais elétricos e hidráulicos, produtos químicos, sacos de lixo, tecidos, entre outros.
Sercomtel: R$ 54.691.982,00 em compras previstas
Serviços de auditoria, seguros, serviços de cópia, manutenção de extintores, equipamentos de elétricos e de informática, combustíveis, serviços de limpeza, plano odontológico, serviços de manutenção de veículos, pneus, serviços de atendimento, lâmpadas, rastreadores, serviços de vigilância, entre outros.
CMTU: R$ 70.388.731,57 em compras previstas
Material hidráulico, tintas, crachás, solventes, pneus, recarga de extintores, lubrificantes, lâmpadas, adesivos, computadores, serviços de borracharia, oxigênio, chaves, gêneros alimentícios, adesivos, carimbos, uniformes, equipamentos para escada rolante, impressões, plotagens, serviços de roçagem, serviços de limpeza e lavagem de ruas, serviços de manutenção de frota, entre outros.
Câmara de Vereadores de Londrina: R$ 2.900.000,00 em compras
Chaveiro, serviços de atendimento de urgência, compra de medalhas e títulos, materiais de copa e cozinha, equipamentos de informática, veículos, suprimentos de áudio, foto e vídeo, livros, eletroeletrônicos, extintores, pilhas, pneus, baterias, produtos de limpeza e higiene, eletroeletrônicos, entre outros.
COHAB: R$ 730.986,00 em compras
Serviços de auditoria, instalação de vidros, materiais de construção, materiais de copa, serviços de capina e roçagem, material de informática, recarga de extintores, seguros de vida, serviços de cópia, entre outros.