Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia

'Com reformas, Brasil entra em ciclo de crescimento sustentável'

01 mar 2019 às 08:10
Por: Estadão Conteúdo

A aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência, e o avanço nas concessões de infraestrutura devem definir se o Brasil vai entrar em um ciclo de crescimento sustentável a partir de 2020 ou voltar para a recessão, avalia José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Para o economista da MB Associados, o crescimento de 1,1% da economia em 2018 foi desanimador, sobretudo se comparado às experiências anteriores em que o País se recuperou de crises. Para 2019, ele espera crescimento de 2,2%. A seguir, trechos da entrevista.

Como avaliar o crescimento de 1,1% em 2018? O segundo ano após a crise não deveria ter sido de crescimento mais robusto?

É desanimador. No começo do ano passado, todo mundo esperava algo entre 2,5% e 3% de crescimento. O País saiu de uma recessão tão profunda e a experiência de crises anteriores era de saídas vigorosas, mas tivemos uma sucessão de decepções. Ainda no primeiro trimestre, a demanda estava mais fraca e demorou para recuperar. Além disso, a greve dos caminhoneiros, em maio, e o enfraquecimento político do governo Michel Temer, que acabou não permitindo colocar em votação a reforma da Previdência, postergaram um maior fôlego na recuperação.

Havia uma onda de otimismo em relação a 2018. A dimensão da crise foi subestimada?

Sim. Um terceiro fator, que só o tempo foi capaz de mostrar, é que o colapso dos Estados era maior do que se imaginava. Muitos deles passaram a não pagar salários e fornecedores corretamente, o que significa corte de demanda e menos dinheiro em circulação para consumo e pagamento de dívidas.

A indústria teve a primeira alta, de 0,6%, após quatro anos de queda. Mas ainda não é pouco?

Sim. A indústria foi atingida fortemente no segundo semestre, com o colapso da Argentina. O único choque positivo foi com o resultado das eleições, que criou expectativas de continuidade de uma política econômica que não aumentasse despesas. O ano de 2018 não foi perdido, se completou de vez a saída da recessão, mas ainda não pegou tração, porque não tem investimento.

Outras notícias

Como declarar aportes em PGBL para abater 12% da renda bruta no IR 2026

Dólar fecha a R$ 5,2299 com ajustes antes do Carnaval; sobe 0,18% na semana

FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank

Mesmo com o avanço do consumo das famílias em 2018, a situação das famílias ainda é difícil?

O cenário ainda é muito difícil quando se olha para a vida real. O consumidor ainda está muito temeroso, mesmo quem conseguiu manter o emprego está cauteloso e há um exército de pessoas que ficaram desempregadas e aceitaram uma outra vaga ganhando menos do que antes. A autoestima do consumidor fica pior, o desejo de comprar e fazer novas dívidas desaparece. Do lado das empresas, também tem um monte apenas em 'modo sobrevivência'. Elas enxugaram quadros, diminuíram turnos, pararam de investir e começaram a atrasar impostos.

Passadas as incertezas das eleições, 2019 deve ser um ano melhor para a economia?

Acredito que sim. Imagino um crescimento de 2,2% para este ano, o que ainda é pouco para o terceiro ano de recuperação após uma crise, mas acima do resultado de 2018. Agora, se o governo conseguir aprovar a reforma da Previdência e fizer concessões de infraestrutura, o jogo vira. O Brasil pode entrar em um crescimento sustentável, na faixa dos 3%.

E caso a reforma da Previdência não seja aprovada?

O Brasil volta para a recessão, o esboço de recuperação vai embora e haverá um desânimo enorme. O dado de ontem mostra que o PIB per capita, que mede o padrão de vida, recuou ao patamar de oito anos atrás. Nunca tivemos nada parecido com isso. Com a reforma da Previdência, a parte fiscal começa a caminhar, a taxa de formação bruta de capital aumenta e a arrecadação real cresce mais rapidamente. Por enquanto, a expectativa é boa, mas que pode se frustrar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Vendas no comércio varejista fecham 2025 com alta de 1,6%

Economia
Imagem de destaque

Ambulantes que se formalizaram como MEI crescem 45% em 2 anos

Economia

Como declarar ganho de capital na venda de imóvel e como usá-lo para o IR

Economia

Camex zera tarifa de importação para mais de 1 mil produtos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Chuva espanta foliões e abertura do Carnaval de Londrina tem público abaixo do esperado

Brasil e mundo
Brasil

Lula sanciona programa Gás do Povo; saiba como funciona

Cidade
Londrina e região

Colisão entre moto e Peugeot destrói veículos e deixa dois feridos na BR-369, próximo a Ibiporã

Cidade
Cascavel e região

Indígena morre atropelado durante tentativa de saque à caminhão na BR-277 em Nova Laranjeiras

Cidade

Pesadelo na Cozinha: Chef Jacquin entrega restaurante transformado em Foz do Iguaçu

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 11 | Azeite sob a perspectiva da medicina

Podcast Café Com Edu Granado | EP 51 | Disciplina, Fé e Legado | Sadraque de Oliveira

Podcast do Marcelo Villa | EP 3 | Agro, Inovação e Negócios | Marcelo El Kadre

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.