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Economia

Dólar fecha perto da estabilidade em dia de cautela com Previdência

24 set 2019 às 18:05
Por: Estadão Conteúdo

O adiamento da votação da reforma da Previdência no Senado desagradou aos investidores e impediu que o real se beneficiasse do movimento global de enfraquecimento da moeda americana nesta terça-feira. Afora uma queda no início do pregão, quando prevalecia certo otimismo com o andamento das negociações entre Estados Unidos e China, o dólar à vista operou entre estabilidade e leve alta ao longo do dia.

Com mínima de R$ 4,1535 e máxima de R$ 4,1840 - registrada no início da tarde -, o dólar fechou a R$ 4,1692 (-0,05%). O volume negociado foi reduzido tanto no mercado à vista (US$ 1 bilhão) quanto no futuro (US$ 15,3 bilhões) - o que, segundo operadores, mostra a falta de disposição para apostas mais contundentes.

A mínima do dólar se deu na esteira do otimismo provocado por declarações do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, de que EUA e China retomariam negociações em duas semanas. O clima azedou um pouco em seguida, após o presidente americano, Donald Trump, em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), defender uma política protecionista e acusar a China de manipulação cambial.

O dólar começou a escalar em relação ao real quando saiu a notícia de que a votação da reforma da Previdência - programada para esta terça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário no Senado em primeiro turno - foi adiada para a próxima semana. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a votação em segundo turno será realizada na primeira quinzena de outubro - ou seja, pode se estender para além do dia 10, como previa o calendário fechado com líderes.

O estrategista da Monte Bravo, Rodrigo Franchini, observa que, embora esteja mantida a perspectiva de aprovação da reforma sem grande desidratação, o adiamento provoca certo desconforto e coloca os investidores na defensiva. "O dólar caiu em relação aos emergentes e deveria ser um dia de queda aqui também. Mas essa questão da Previdência trouxe um pouco de aversão ao risco, porque parecia que estava tudo pronto para votar", afirma Franchini.

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Lá fora, o dólar caiu em relação à maioria das divisas emergentes e de exportadores de commodities, à exceção do peso colombiano e do rublo. O índice DXY - que mede a variação da moeda americana em relação a seis divisas fortes - também recuou. As perdas globais do dólar são atribuídas a dados fracos da economia americana (como a queda do índice de confiança do consumidor em setembro) e à notícia de início de procedimentos no Congresso dos EUA para um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump.

Por aqui, a ata do Copom reiterou o tom 'dovish' do comunicado da decisão da semana passada e reforçou a expectativa de que haverá nova redução da Selic em 0,50 ponto porcentual em outubro, para 5% ao ano. "A ata confirmou essa expectativa de mais corte da Selic, o que diminui ainda mais o diferencial de juros e acaba tirando força para o real", afirma Reginaldo Carvalho, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Pela manhã, o BC vendeu a ração diária de US$ 580 milhões com leilão à vista de dólares conjugado com swaps cambiais reversos (11.600) contratos com vencimento em 1º de novembro. Além disso, foi vendida a oferta total de US$ 1,8 bilhão em dois leilões de linha - US$ 1,250 bilhão para recompra em 3 de dezembro e US$ 550 milhões para recompra em 4 de fevereiro.

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