Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Economia

Gigantes globais estendem ao Brasil o boicote a anúncios no Facebook

02 jul 2020 às 07:12
Por: Estadão Conteúdo

O boicote de anunciantes às plataformas do Facebook começou ontem nos Estados Unidos, mas não se restringe apenas à maior economia do mundo. Gigantes globais estenderam a suspensão da veiculação de anúncios no Facebook e no Instagram a outros países, incluindo o Brasil - entre elas Coca-Cola, Heineken, Microsoft, Beiersdorf e Volkswagen. Marcas brasileiras, por enquanto, monitoram a situação e começam a se movimentar para entender se vale ou não a pena fazer parte desse movimento.

Incentivado pela organização não governamental Stop Hate for Profit, o protesto se concentra principalmente nas mensagens de ódio racial propagadas na rede social, mas também abrange questionamentos sobre como a empresa lida com informações de origem duvidosa ou notícias falsas. O boicote começou a se desenhar nas últimas semanas e conseguiu angariar mais de 400 marcas, entre negócios de diversos portes. A suspensão começou ontem e deve se estender por julho.

Apesar de o movimento ter se originado nos Estados Unidos, boa parte das multinacionais que se juntaram ao boicote ao Facebook decidiram estender a decisão para outros mercados, incluindo o Brasil.

A reportagem do Estadão entrou em contato com diferentes companhias globais ontem. Entre as que responderam à reportagem, cinco também bloquearam anúncios no Brasil - Microsoft, Volkswagen, Coca-Cola, Beiersdorf (dona da Nivea) e Heineken -, enquanto a Unilever restringiu a decisão ao território americano.

Entre as marcas brasileiras, a posição ainda é de "esperar para ver". Algumas empresas consultadas disseram que o boicote se restringe a problemas concentrados nos Estados Unidos, ainda que a disseminação de discurso de ódio associado a notícias falsas em redes sociais no Brasil seja até alvo de uma investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Outras notícias

Curso gratuito de Portaria para Mulheres abre últimas vagas em Londrina

Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bi

Perdão de dívidas e novo teto do MEI: entenda o que muda

Entre as empresas que disseram acompanhar a situação estão o Magazine Luiza, o Itaú e a Natura. A fabricante de cosméticos, apurou o Estadão, vai realizar nos próximos dias reunião de alto escalão para tomar uma decisão relacionada à veiculação de anúncios no Facebook. A Vivo e a Via Varejo não comentaram o caso. As demais empresas procuradas - Bradesco, Grupo Boticário e Renner - não responderam aos contatos.

Segundo fontes do mercado publicitário, ainda que o movimento dos grandes anunciantes seja importante para chamar a atenção para a falta de curadoria de conteúdo do Facebook, a maior parte da arrecadação das plataformas está concentrada em pequenos negócios. A estimativa é que cerca de 75% dos anúncios online sejam feitos por empresas de pequeno e médio porte.

Embora o Facebook tenha ferramentas para evitar que anúncios sejam direcionados para certos temas, o modelo atual não consegue garantir de que o cliente vá ficar 100% livre de se associar a conteúdo indesejáveis. De acordo com Márcio Jorge, sócio e diretor de inteligência da Zahg, empresa especializada em publicidade digital, os algoritmos estão treinados para eliminar conteúdos de cunho sexual ou violento, por exemplo, mas não para analisar o detalhe dos posts para detectar fake news. "As plataformas não têm uma solução construída para enfrentar esse problema", explica Jorge.

Justificativa

Ontem, o Facebook se pronunciou por meio de um artigo escrito por Nick Clegg, vice-presidente de assuntos globais e comunicações, na revista AdAge. O executivo afirmou que eliminar completamente discursos de ódio na plataforma é como "encontrar uma agulha em um palheiro" devido ao volume de conteúdo postado. "Tolerância zero não significa zero incidência."

Ele defendeu práticas do Facebook, como a contratação de profissionais dedicados à segurança dos serviços - seriam 35 mil pessoas. Disse também que a empresa investe bilhões na área, incluindo o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Governo destina R$ 6,49 bilhões a setor de exportação

Economia
Imagem de destaque

Dólar cai para R$ 5,01 com exterior e expectativa eleitoral no Brasil

Economia

Economia cresce 0,5% em agosto após dois meses de recuo

Economia

Justiça decreta fim da recuperação judicial da Americanas

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Nova unidade do Muffato automatiza compras com inteligência artificial

Cidade
Londrina e região

Homem vai para UTI após suspeita de erro em transfusão em Londrina

Cidade
Londrina e região

Projeto prevê troca de terrenos para ampliar santuário em Londrina

Cidade
Londrina e região

Mulher de 54 anos morre em acidente entre carro e moto na BR-369

Brasil e mundo
Brasil

Três irmãos são encontrados mortos e carbonizados

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 8 I Comunicação em constante transformação I Lamartine Cortes

Podcast Andorinha I EP 1 I Andorinha: Tradição que inova I Susan Cavallin

Podcast Feirauto | EP 2 | Expectativas para a Feirauto | 13/10