Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia

Nos EUA, analistas ainda veem um ambiente de incertezas

04 dez 2018 às 07:10
Por: Estadão Conteúdo

A trégua comercial anunciada entre China e Estados Unidos no final de semana, após encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, ainda é vista com cautela por analistas. A avaliação é de que o cenário segue com incertezas sobre os detalhes do que cada um dos lados estará disposto a ceder dentro de três meses. O prazo de 90 dias é o estabelecido entre os dois líderes como período para negociar um acordo. Nesse meio tempo, a imposição recíproca de tarifas foi adiada, após meses de escalada na tensão entre as duas maiores economias mundiais.

"Há histórias diferentes saindo do encontro no G-20", afirmou Jeffrey Prescott, ex-assessor do governo americano e ex-conselheiro da vice-presidência em assuntos sobre Ásia. Segundo ele, não é estranho que cada um dos lados coloque luz no que é mais vantajoso ao seu país, mas os comunicados dos EUA e da China levantam muitas dúvidas. "Nenhum relatório sugere que tivemos um avanço concreto nas questões estruturais, não é claro o que mudou no final de semana", afirmou Prescott, em evento da think tank Atlantic Council, em Washington. Trump usa tarifas para pressionar a China em questões estruturais como transferência de tecnologia e cibersegurança.

Em encontro entre os líderes dos dois países na Argentina, os Estados Unidos concordaram em não elevar mais tarifas sobre produtos chineses em 1º de janeiro enquanto a China concordou em comprar mais produtos agrícolas dos EUA. Trump usou o Twitter para comentar a reunião com Xi Jinping. Segundo ele, a China concordou em reduzir e remover tarifas hoje de 40% sobre automóveis - o que não está descrito nos comunicados oficiais da reunião.

A Casa Branca informou que se não houver um acordo entre os dois países no prazo de 90 dias as tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses subirão para 25%. Trump afirmou que o encontro foi "extraordinário" e que a relação entre os dois países deu um grande salto. "Coisas muito boas irão acontecer", escreveu Trump.

O assessor econômico de Trump, Larry Kudlow, disse nesta segunda-feira a jornalistas que a China "está concordando em abordar" questões estruturais - como as relacionadas a tecnologia. Ele também confirmou que a questão de remoção das tarifas de veículos aconteceria imediatamente.

Outras notícias

Como declarar aportes em PGBL para abater 12% da renda bruta no IR 2026

Dólar fecha a R$ 5,2299 com ajustes antes do Carnaval; sobe 0,18% na semana

FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank

Telefone sem fio

"Por mais que essa trégua seja dada, não fica claro o que cada lado vai ceder para se chegar a um acordo. Há o lado americano falando que a China vai aceitar conversar sobre cibersegurança, já a China deixa isso em aberto e fala em reconhecimento dos EUA em tratar 'uma única China' - enquanto os EUA não comentaram nada sobre isso. Ainda está um jogo de telefone sem fio, mas é positivo quando os dois lados estão dispostos a chegar a uma solução a isso", afirmou Thiago de Aragão, diretor da consultoria Arko Advice.

De acordo com Jeffrey Prescott, a incerteza tem sido parte do jogo do governo Trump. "Começar um fogo e depois apagá-lo é algo que vimos em outras áreas nesse governo", afirmou. Segundo ele, os Estados Unidos pressionam a China por mudanças estruturais que, ainda que sejam acordadas, levarão tempo para serem implementadas e gerarem efeito. O analista, que assessorou a vice-presidência até 2015, afirma que Trump entrará em um período de pressão com a eleição de 2020 à vista e precisará decidir se politicamente usará Pequim como um inimigo ou como parte de um grande acordo comercial.

Trump também usou o Twitter para mandar recado aos produtores agrícolas do país, afetados diretamente pela guerra comercial com os chineses após a queda no preço de grãos, como a soja. "Agricultores serão beneficiados muito e rapidamente com nosso acordo com a China. Eles pretendem começar a comprar produtos agrícolas imediatamente. Nós fazemos o produto mais limpo do mundo e é isso que a China quer. Agricultores, eu amo vocês", escreveu Trump. Com a imposição de tarifas pela China ao produto americano, produtores de soja passaram a estocar o grão esperando o alívio na tensão comercial. Além do problema econômico, a comunidade rural dos EUA é importante apoiadora de Trump politicamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Vendas no comércio varejista fecham 2025 com alta de 1,6%

Economia
Imagem de destaque

Ambulantes que se formalizaram como MEI crescem 45% em 2 anos

Economia

Como declarar ganho de capital na venda de imóvel e como usá-lo para o IR

Economia

Camex zera tarifa de importação para mais de 1 mil produtos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Chuva espanta foliões e abertura do Carnaval de Londrina tem público abaixo do esperado

Brasil e mundo
Brasil

Lula sanciona programa Gás do Povo; saiba como funciona

Cidade
Londrina e região

Colisão entre moto e Peugeot destrói veículos e deixa dois feridos na BR-369, próximo a Ibiporã

Cidade
Cascavel e região

Indígena morre atropelado durante tentativa de saque à caminhão na BR-277 em Nova Laranjeiras

Cidade

Pesadelo na Cozinha: Chef Jacquin entrega restaurante transformado em Foz do Iguaçu

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 11 | Azeite sob a perspectiva da medicina

Podcast Café Com Edu Granado | EP 51 | Disciplina, Fé e Legado | Sadraque de Oliveira

Podcast do Marcelo Villa | EP 3 | Agro, Inovação e Negócios | Marcelo El Kadre

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.