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UE investiga Shein por venda de produtos ilegais e design viciante

A medida ocorre após uma série de denúncias graves envolvendo o catálogo da plataforma
17 fev 2026 às 15:00
Por: Band
REUTERS/Sarah Meyssonnier

A Comissão Europeia abre, nesta terça-feira (17), uma investigação formal contra a varejista chinesa Shein para apurar possíveis violações à Lei de Serviços Digitais (DSA) do bloco. O foco das autoridades está na comercialização de produtos ilegais e na implementação de estratégias de design e algoritmos consideradas viciantes para os usuários.


A medida ocorre após uma série de denúncias graves eanvolvendo o catálogo da plataforma. Entre os itens citados nas investigações estão bonecas sexuais com aparência infantil. Sobre este ponto específico, a Shein afirma que os produtos foram retirados de circulação em escala global após um alerta emitido pela França. No entanto, o órgão regulador europeu busca entender se a empresa possui mecanismos eficazes para impedir que conteúdos prejudiciais ou proibidos voltem a ser listados.


Algoritmos de engajamento e punições financeiras

Além da segurança dos produtos, a União Europeia questiona a transparência e o funcionamento dos sistemas de recomendação da gigante do e-commerce. A investigação analisa se a Shein utiliza sistemas de recompensa, como a distribuição de pontos por engajamento frequente, para induzir os consumidores ao uso compulsivo da plataforma. O objetivo das autoridades é verificar se essas táticas de gamificação ferem as normas de proteção ao consumidor vigentes no continente.

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Em nota oficial, a Shein declara que mantém uma postura de cooperação com os órgãos reguladores europeus. A empresa ressalta que realizou investimentos significativos em segurança de dados e em protocolos de mitigação de riscos para garantir a conformidade com as exigências da Lei de Serviços Digitais.


O desfecho do processo pode trazer impactos financeiros severos para a operação da varejista. Caso as violações às normas da União Europeia sejam comprovadas ao final do processo administrativo, a Shein fica sujeita a multas pesadíssimas. A legislação do bloco prevê sanções que podem chegar a 6% do faturamento global anual da companhia. O caso segue sob análise técnica da Comissão Europeia, que deve solicitar detalhamentos adicionais sobre os algoritmos de busca e as políticas de moderação de conteúdo da plataforma nas próximas semanas.

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