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EUA dizem que Coreia do Norte testou míssil intercontinental e retaliam

04 jul 2017 às 20:15
Por: Estadão Conteúdo

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, confirmou nesta terça-feira que o míssil testado pela Coreia do Norte era um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) e que o lançamento representa "uma nova escalada de ameaça aos EUA, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo". Tillerson enfatizou, ainda, que Washington condena fortemente a ação de Pyongyang.

Na manhã de terça-feira (horário local), o Exército da Coreia do Sul informou que Pyongyang havia lançado um novo míssil balístico no Mar do Japão. Em um primeiro momento, autoridades sul-coreanas e americanas informaram que o míssil não era intercontinental; no entanto, o regime de Kim Jong Un anunciou, posteriormente, que havia lançado com sucesso o seu primeiro ICBM, sendo o teste mais bem sucedido por parte da Coreia do Norte, já que o míssil poderia chegar ao Alasca.

Como resposta à ofensiva norte-coreana, EUA e Coreia do Sul realizaram um teste conjunto de míssil balístico no Mar do Leste. Segundo o Exército americano, esse teste afirma o "rígido compromisso" americano em defender a Coreia do norte das "ações ilegais" de Pyongyang. O Exército também anunciou o lançamento de mísseis táticos superfície-superfície nas águas da costa leste sul-coreana. De acordo com a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, o míssil balístico intercontinental testado pelo país tem a capacidade de carregar uma ogiva nuclear de grande porte. O regime norte-coreano ainda ameaçou Washington, ao comentar que tem como objetivo desenvolver um ICBM capaz de atingir os EUA ainda neste ano e que não irá negociar a menos que os EUA amenizem as ameaças.

"Uma ação global é necessária para parar essa ameaça global. Qualquer país que hospede funcionários norte-coreanos ou forneça benefícios econômicos ou militares falha ou não implementa totalmente as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse o secretário americano. Para Tillerson, "todas as nações deveriam demonstrar publicamente à Coreia do Norte que existem consequências à busca deles por armas nucleares".

Os EUA requisitaram ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião de emergência para discutir o último lançamento realizado pelo regime de Kim Jong Un, irá ocorrer nesta quarta-feira às 16h (de Brasília). O assunto também deve estar presente nas conversas que o presidente americano, Donald Trump, pretende realizar com os presidentes da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e da China, Xi Jinping, e com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, durante a cúpula de líderes do G-20, em Hamburgo, na Alemanha.

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