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Senadores republicanos dos EUA relutam em apoiar projeto de reforma da saúde

25 jun 2017 às 18:30
Por: Estadão Conteúdo

Vários senadores republicanos dos EUA se mostraram relutantes neste domingo em apoiar o projeto de lei de seu partido para reformar o sistema de saúde do país. Quase todos os senadores já haviam indicado que não estavam satisfeitos com o projeto de lei, que revoga partes importantes do sistema de saúde hoje em vigor nos EUA, o chamado Obamacare, aprovado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Outros expressaram dúvidas quanto ao projeto, mas sem descartar a possibilidade de apoiá-lo.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, do Kentucky, espera votar o projeto ainda esta semana. Seu partido tem 52 senadores, contra 46 democratas e dois independentes que votam com os democratas. Como todos os democratas devem se opor ao projeto de lei, ele não pode perder mais do que dois votos de senadores republicanos para aprová-lo.

O senador republicano Luther Strange, do Alabama, disse que ainda não está totalmente convencido sobre o projeto atual. "Não é perfeito", disse Strange à Fox News. Ele disse, no entanto, estar bastante confiante de que o partido vai chegar a um acordo.

O projeto de lei retira os recursos federais para a expansão do programa de saúde para famílias e indivíduos de baixa renda (Medicaid), algo que poderia afetar milhões de pessoas. Além disso, limita pela primeira vez os recursos federais do Medicaid para os Estados. Também elimina a exigência para que a maioria dos americanos solicite seguro de saúde e fornece créditos fiscais menos robustos do que os do Obamacare para ajudar as pessoas a pagar por um seguro.

"No momento, estou indeciso. Há coisas nesta lei que afetam negativamente o meu Estado", disse o senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, à CBS. Cassidy, que já havia expressado dúvidas anteriormente, advertiu a liderança republicana para que não levasse adiante os planos de votar o projeto de lei nesta semana, pedindo mais tempo para negociar os detalhes após o recesso de julho no Congresso.

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O senador Ron Johnson, de Wisconsin, que havia dito na semana passada que não poderia apoiar o projeto, também levantou preocupações neste domingo. "Eu não tenho o retorno de eleitores que não terão tempo suficiente para avaliar o projeto do Senado. Não devemos votar nesta semana", disse Johnson à NBC.

Johnson e os senadores republicanos Ted Cruz, do Texas, Mike Lee, de Utah, e Rand Paul, do Kentucky, disseram na semana passada que não apoiariam o projeto de lei em sua forma atual, porque ele não representa uma reversão significativa do Obamacare. O senador Dean Heller disse na semana passada que não poderia apoiar a proposta devido ao cronograma para reverter a expansão do Medicaid.

O plano do Senado ecoa o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes no mês passado, mas contém várias diferenças, incluindo uma redução mais gradual dos recursos para a expansão do Medicaid.

O senador republicano Pat Toomey, da Pensilvânia, que apoia o projeto de lei, disse neste domingo à CBS que "discorda fortemente" da noção de que o plano acabaria com a expansão do Medicaid. O projeto de lei permite que os Estados mantenham a expansão do Medicaid, mas eles não teriam recursos federais para isso. Esses recursos federais ampliados seriam reduzidos a partir de 2021 e eliminados em 2024.

A senadora Susan Collins, do Maine, que já havia manifestado suas preocupações com os cortes no Medicaid, disse que seria difícil para o presidente Donald Trump e o senador McConnell apresentarem um projeto de lei que ela pudesse apoiar. "Estou muito preocupada com o custo do seguro de saúde para pessoas idosas com sérias doenças crônicas e o impacto dos cortes no Medicaid sobre nossos governos estaduais", disse Collins à ABC.

Trump disse neste domingo que espera ver o projeto aprovado após novas negociações. "Não acho que eles estejam tão longe. Acho que vamos chegar lá", disse o presidente em entrevista à Fox News, referindo-se aos senadores republicanos relutantes.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que membros de seu partido estão abertos a negociações para "melhorar" a lei atual, mas que não apoiam a proposta atual dos republicanos. Os republicanos "têm, na melhor das hipóteses, uma chance de 50% de aprovar esse projeto de lei", disse Schumer à ABC. "O projeto de lei é simplesmente devastador" e "é isso que torna tão difícil sua aprovação". Fonte: Dow Jones Newswires.

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