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Paraná

Delegadas e investigadoras reforçam presença da mulher na Polícia Civil

25 mar 2019 às 10:45
Por: Redação Tarobá News

A Polícia Civil do Paraná abre nesta segunda-feira (25), às 14 horas, em Curitiba, as atividades da Semana da Mulher. O encontro segue até quarta-feira (27), com palestras gratuitas sobre violência doméstica para mulheres da comunidade e cursos de tiro e defesa pessoal às agentes de segurança pública. A Polícia Civil tem 992 mulheres nas suas unidades em todo o Estado, ocupando cargos de delegadas, investigadoras, escrivãs, papiloscopistas e de agentes de grupos de operações especiais.

A semana da mulher acontecerá na Escola Superior da Polícia Civil (ESPC). O objetivo do encontro é fomentar a integração do público feminino com os servidores estaduais e da Polícia Civil que atuam em defesa dos direitos da mulher. Nos dois primeiros dias as palestras são voltadas à comunidade e no terceiro as atividades são exclusivas às servidoras da segurança.

Desde 1991, todos os cargos da corporação podem ser ocupados por mulheres. O delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, afirma que critérios técnicos têm levado as mulheres a conquistarem postos importantes. “As mulheres conquistam pela qualidade do trabalho. Como a escolha para cargos se dá por critérios técnicos, cada vez mais elas ocupam lugares importantes e estratégicos dentro da Polícia Civil. Como exemplo, hoje temos delegadas mulheres que são chefes em subdivisões do interior, a Divisão de Homicídios é chefiada por uma mulher e toda a coordenação de inteligência é feita por mulheres, além disso elas estão em grupos especiais”, diz Rockembach.

Coordenadora das 20 delegacias da mulher do Paraná, Marcia Rejane Vieira Marcondes, avalia que a rede de atendimento às vítimas de violência doméstica evoluiu ao longo do tempo. “Os órgãos estão mais especializados. Não é mais aquele amadorismo de antigamente. É mais organizado. As mulheres também tiveram um amadurecimento. Antes elas esperavam cinco ou seis anos para denunciar a violência. Hoje agem mais rápido”, afirma.

Com 24 anos de carreira policial, Marcia também destaca o aumento da presença feminina nas unidades policiais. “Hoje temos mulheres em cargos de chefia na Polícia, o que não se via há 20 anos, então temos uma alteração importante”.

Fonte: AEN

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