Despachantes estão estudando medidas para suspender novas placas veiculares do Mercosul. Eles se consideram excluídos do processo e questionam como seria o emplacamento de grandes frotas, por exemplo.
Com as placas brasileiras já estamos acostumados. Fundo cinza claro com letras e números na cor preta, além de registrar estado e cidade onde foi feito o emplacamento. Mas tramita no Paraná a implantação das placas veiculares padrão Mercosul. O Rio de Janeiro já está adotando o modelo novo.
De acordo com as portarias do Detran, veículos novos ou com emplacamento novo, casos de mudança de município, registro de outro estado, troca de categoria ou qualquer outro procedimento que exija a substituição das placas, estarão obrigados a adotar a placa Mercosul a partir da publicação das portarias. A mudança preocupa os despachantes, principalmente porque eles se consideram excluídos do processo e questionam como seria o emplacamento de grandes frotas, por exemplo.
Outra dúvida é em relação à segurança das novas placas, que não teriam lacre, nem nome da cidade de emplacamento. Além disso, há questões comerciais, já que só existiria um fabricante da matéria prima, uma indústria estrangeira, que acabaria por determinar os preços.
As portarias ainda não foram publicadas em Diário Oficial, mas os despachantes já querem a suspensão delas até que haja discussão mais ampla sobre o assunto. Eles estudam, inclusive, entrar com um mandado de segurança preventivo.
(Reportagem: Livia de Oliveira/ Andelson Moro)