A decisão dos estados que pertencem ao bloco 5 do Pnefa (Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa) de apoiar a saída antecipada do Paraná é um equívoco e afetará profundamente produtores e todos os setores que dependem da entrada de bovinos de outros estados para as suas atividades.
A opinião é consenso entre sociedades rurais, empresas e entidades que atuam no segmento da bovinocultura no Estado. Segundo as lideranças que representam o setor, essa decisão não harmonizada com os representantes da cadeia produtiva da carne bovina paranaense poderá causar demissões em massa pela falta de matéria-prima que a medida acarretará.
O Paraná conta com um rebanho de aproximadamente 10 milhões de cabeças de bovinos, sendo cerca de 50% animais de corte. Mais de 2% desses bovinos que são destinados ao abate chegam de outros estados.
Com a barreira criada no Paraná para a entrada de novos rebanhos, haverá uma defasagem, prejudicando toda a cadeia produtiva de carne, incluindo frigoríficos, curtumes, processadoras de subprodutos do abate de bovinos, incluindo couros, ossos e até mesmo a indústria de biodiesel proveniente da gordura animal.
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