A falta de médicos legistas tem atrasado o agendamento de exames no IML. De acordo com o governo, contratações estão previstas ainda para este ano.
O Pérsio foi agredido ao cobrar uma dívida, o aluguel de um imóvel. Na delegacia, ele foi orientado a fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. E aí, a surpresa, conseguiu agendamento só trinta dias depois.
Na nova sede, um prédio grande, mas o problema está descrito na porta de entrada. Não há pessoal suficiente para os atendimentos. Hoje o IML de Londrina conta com 21 profissionais, destes apenas 6 são médicos legistas que atendem só até às 20h para exames de necropsia e dois estão afastados.
No aviso o motivo da redução no trabalho de perícia, sem contratações a carga de trabalho estava excessiva. Na Justiça a categoria garantiu o direito de trabalhar o previsto em lei, 20 horas semanais. Quatro médicos são responsáveis pelo trabalho de uma grande área. Com este quadro, o IML atende a 36 cidades da região, com um milhão e meio de pessoas.
Uma cobrança antiga, feita pelo Ministério Público é o plantão 24 horas. O que amenizaria a dor de vítimas de crimes sexuais. E também de famílias que perdem um ente querido durante a noite e tem que esperar a chegada de um médico pela manhã.
A coordenadora da região metropolitana do Governo do Estado, explicou que 3 médicos legistas devem ser convocados e treinados até o fim do ano. O que tornaria o serviço 24 horas.
Reportagem Heloisa Pedrosa