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Paraná

Governador apresenta corredor bioceânico a embaixador da Argentina

10 nov 2020 às 14:43
Por: Redação Tarobá News

O Governo do Paraná deu mais um passo na estruturação do projeto do corredor bioceânico, rota comercial que pretende unir o Porto de Paranaguá ao Porto de Antofagasta, no Chile, estabelecendo uma conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico. O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta terça-feira (10), no Palácio Iguaçu, o embaixador extraordinário e plenipotenciário da Argentina no Brasil, Daniel Osvaldo Scioli, e apresentou possibilidades de rotas e ramais que ligarão Brasil, Chile, Argentina e Paraguai por meio de um novo traçado ferroviário.

No encontro, Ratinho Junior deu detalhes da parte do projeto que está mais avançada, o chamado Corredor Oeste de Exportação. O ramal, também ferroviário, vai ligar o Porto de Paranaguá até a cidade de Maracaju (MS), ampliando a malha operada hoje pela Ferroeste – Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A.

“Há um potencial muito grande neste projeto do corredor bioceânico, que permitiria ampliar o comércio entre os países, diminuindo o tempo de transporte em cerca de 30%. Isso aumentaria a eficiência e reduziria custos”, afirmou o governador. “O Paraná tem uma ligação muito forte com a Argentina. Esse entendimento comercial é muito importante. O projeto é ambicioso, de longo prazo, e precisa ser construído politicamente entre todas as partes”, completou.

Ratinho Junior explicou que a previsão é que a nova malha ferroviária entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul tenha uma extensão de até 1.371 quilômetros. O projeto, destacou ele, inclui a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju e Cascavel (Oeste do Paraná); a revitalização do atual trecho ferroviário operado pela Ferroeste, entre Cascavel a Guarapuava; a construção de um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá e de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Como está em fase de elaboração não há um valor definido para a obra.

A proposta é abrir a concessão do projeto para a iniciativa privada, com expectativa de colocar a Ferroeste em leilão na Bolsa de Valores (B3) até novembro de 2021.

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AMPLIAÇÃO – Isso, de acordo com Ratinho Junior, significaria o avanço do projeto internacional entre os oceanos. Ele ressaltou que a ideia é estabelecer uma sintonia política entre os países para que a proposta possa ser ampliada, com a construção de aproximadamente 450 quilômetros de ferrovia no Paraguai, extensão que permitiria a ligação entre Paranaguá e Antofagasta, com a abertura do corredor bioceânico.

“É algo que impactaria demais todo o agronegócio do nosso estado, passando a ter uma possibilidade concreta de exportação pelo Pacífico”, disse o governador.

O embaixador demonstrou entusiasmo com a proposta. Ficou estabelecido que um grupo de trabalho Paraná/Argentina será montado para dar encaminhamento às tratativas sobre o corredor bioceânico. Nos próximos meses será organizada uma agenda política envolvendo os dois países, com intermediação do Governo do Paraná, para fortalecer o projeto.

A intenção é que os presidentes Jair Bolsonaro (Brasil) e Alberto Fernández (Argentina) participem do encontro. “Me comprometo de falar diretamente com o presidente sobre esse projeto, algo integrador e necessário. Argentina e Brasil são grandes parceiros comerciais e isso melhoraria muito a logística da América do Sul”, disse o embaixador.

PROPOSTA – O projeto inicial de implantação do corredor bioceânico consiste em unir o Porto de Paranaguá ao Porto de Antofagasta, no Chile. A ligação de 2,5 mil quilômetros integra os quatro países, facilitando as exportações do Cone Sul para os países asiáticos pelo Oceano Pacífico.

O projeto paranaense do traçado, que integra trechos de ferrovias em operação no Estado, já foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro e ao presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez.

Grupos técnicos dos governos do Paraná e do Paraguai foram criados e estão em constante diálogo para definir a melhor formatação para a proposta. Há a intenção também de a usina Itaipu Binacional participar da proposta, com a elaboração do projeto executivo. “É algo demorado pelo impacto do projeto, mas que precisa sair logo do papel”, destacou Ratinho Junior. “Seria a consolidação do Paraná como hub logístico da América do Sul”, acrescentou.

PRESENÇAS – Participaram também do encontro o vice-governador Darci Piana; os secretários João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas) e João Debiasi (Comunicação Social e Cultura); o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o cônsul-geral da Argentina no Paraná, Pedro Ezequiel Marotta; o cônsul-adjunto, Sebastián Gonzalo Bertuzzi; os assessores do embaixador da Argentina, Julián Colombo, Rafael Perelmiter e Alejando Stern.

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