A proposta é audaciosa: injetar R$ 120 milhões diretamente no caixa da Sercomtel. Uma empresa controlada pela prefeitura e a Copel e que fechou 2017 com um prejuízo acumulado de R$ 179 milhões. Um patrimônio líquido de R$ 47 milhões. Para piorar a situação, corre sério risco de ter a licença de operação cassada pela Anatel nos próximos meses. A empresa 10 de Dezembro tem hoje 20 ações da Sercomtel.
Com o aporte de um fundo brasileiro de investidores, passaria a ter 70% do patrimônio da telefônica e 51% das ações. A prefeitura ficaria com 26,9%, a Copel, 22,1% e os demais acionistas, 1,7%. A proposta foi encaminhada para a diretoria da Sercomtel, que depende de aprovação do conselho de administração. O prazo para análise é de 30 dias. No entanto, o grupo de acionistas minoritários faz exigências.
Entre elas, o cancelamento da caducidade pela Anatel, a devolução ou revogação da concessão de iluminação pública e, principalmente, o controle da Sercomtel, que passaria a ser uma empresa privada. Apesar da mudança de empresa pública para privada, para o grupo, não haveria necessidade de realização de plebiscito ou de aprovação pela câmara de vereadores. Isso porque não se trataria da compra de ações do município.
A proposta foi batizada de operação salvamento. Entre os planos, estão uma completa reestruturação e expansão, principalmente, na transmissão de dados.
Reportagem: Luciane Myiazaki.