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Paraná

PMs ameaçam estudante e são afastados de colégio cívico-militar

10 set 2021 às 17:59
Por: Redação Tarobá News

O Ministério Público do Paraná denunciou, na última quinta-feira (9), dois policiais militares aposentados por diversos crimes cometidos no Colégio Cívico-Militar de Imbituva, onde os denunciados atuavam como monitor e diretor militar. Os dois respondem por ameaça, vias de fato, violência arbitrária, submissão de adolescente a constrangimento, corrupção passiva e prevaricação.

Na denúncia, a Promotoria de Justiça relata que no dia 6 de agosto, durante turno escolar, o agente militar que atuava como monitor na instituição de ensino interrompeu uma aula que estava sendo ministrada e retirou um adolescente de sala. A razão seria repreender o aluno por ter desenhado uma folha de maconha e escrito a frase “vida loca” em sua carteira escolar.

Segundo o MP, o monitor teria ameaçado o estudante, afirmando “que já tinha matado vários e que ele não iria fazer diferença”, e ainda o agredido fisicamente, com um soco na nuca. Ao retornarem para a sala de aula, o policial ainda teria submetido a vítima a constrangimento, obrigando-a a limpar a carteira escolar na presença dos demais colegas de classe e da professora.

Após os fatos, tanto o monitor como o diretor militar do Colégio, também policial, teriam procurado a equipe de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais que atuam no Município solicitando que o ocorrido não fosse levado ao conhecimento do Ministério Público. Os agentes policiais também teriam pedido à secretária de Assistência Social para que “amenizasse” o relato sobre os crimes à Promotoria de Justiça.

Além de não ter adotado, portanto, as medidas necessárias quando tomou conhecimento sobre a conduta do monitor, o diretor do Colégio Militar ainda teria atuado para evitar a punição de seu subordinado. Assim, somado aos crimes de corrupção passiva e prevaricação, o diretor também teria incorrido no crime de ameaça, uma vez que, em conversa com a secretária da Assistência Social de Imbituva, teria afirmado que “ficou sabendo que já teve um caso de uma criança da Casa Lar tacar fogo no carro do conselho, que Deus o livre se fizer isso com meu carro, ainda bem que não tenho porte de arma”, insinuando que o adolescente poderia morrer, com um tiro, caso ele tivesse uma arma.

A ação penal tramita na Vara da Auditoria Militar. Este é o segundo caso de crimes cometidos por policiais em colégios cívico-militares no Paraná. Um outro aconteceu em Francisco Beltrão, onde um policial da reserva foi preso suspeito de cometer crimes contra alunos. A PM não divulgou qual o colégio, a função do policial e por quais crimes ele é investigado.

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