Há mais de 90 anos, o Brasil não passava por um período de seca tão grave. E isso traz reflexos diretos para o dia a dia da população, no abastecimento de água, e também no risco de racionamento de energia.
O Paraná é um dos estados com situação mais crítica, e está sob decreto de situação de emergência hídrica. No início de agosto, o Governo resolveu estender para todo o estado a situação de emergência, que até então era válida apenas para a região Metropolitana de Curitiba, e para o Sudoeste.
O atual decreto tem vigência até outubro. É o terceiro adotado desde o ano passado pelo Estado. O documento autoriza empresas de saneamento a adotarem medidas que garantam o abastecimento público, como os rodízios de água.
As medidas têm respaldo em uma resolução da Agência Nacional de Águas (ANA), que declarou situação crítica de escassez de recursos hídricos na Região Hidrográfica do Paraná até novembro.
Na semana passada, a prefeitura de Cascavel também decretou situação de emergência hídrica, por 180 dias. O risco de falta de água, tem influência da longa estiagem, mas o desmatamento também é um dos grandes vilões.
Segundo o deputado coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, Goura Nataraj (PDT -PR), é necessário um esforço conjunto de prefeituras e Estado para resgatar as matas, e nascentes.