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Justiça nega pedido de afastamento MP e Rony pode voltar à Câmara

01 out 2019 às 10:33
Por: Redação Tarobá News

O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha negou o pedido de prorrogação de afastamento de Rony Alves do cargo de vereador de Londrina. O pedido tinha sido feito pelo Ministério Público e tinha como objetivo mantê-lo fora da Câmara por mais 180 dias. O último afastamento chegou ao fim em 9 de setembro. Rony não ocupar o cargo desde janeiro de 2018.   Ele é réu na operação ZR3 e investigado por suspeita de propina em troca de mudança de zoneamento urbano na cidade.

No pedido para prorrogação de prazo de afastamento, o Ministério Público alega que a ação é necessária por conta da influência exercida por Alves no Poder Legislativo, “pela necessidade de restabelecimento da moralidade no órgão e para evitar interferência indevida ou coação de vítimas e testemunhas no curso do processo, bem como para evitar possibilidade de reiteração delitiva”.

Mas o juiz levou em que o MP deixou o prazo da medida cautelar acabar para, só então, fazer um novo pedindo de prorrogação. O magistrado Délcio Miranda da Rocha ainda aponta que o processo-crime se encaminha para a fase final. “Há menos necessidade de manutenção da suspensão neste momento do que havia quando a medida foi decretada e prorrogada, garantida que foi a instrução processual e acautelado o meio social contra a possibilidade de reiteração delitiva”.

Assim, Rony Alves volta a poder comunicar-se com os demais vereadores e a frequentar os prédios públicos para o efetivo exercício das suas funções. Mas o juiz manteve as demais medidas cautelares, como não entrar no prédio da prefeitura e de não poder manter contato com outros réus da operação ZR3.

A defesa de Rony Alves informou que ainda aguarda resposta da Câmara para que o cliente retome o cargo. No dia 19 de setembro, o advogado protocolou um requerimento para que a presidência da casa analisasse o imediato retorno às atividades na Câmara, mas não houve resposta.  
ouve resposta.  

A Câmara está aguardando ser oficiada para cumprir a decisão judicial. Após isso deve tomar as providências administrativas necessárias e avisar o suplente que o titular volta ao exercício do mandato. No caso, ainda não se sabe quem deixa o cargo, se Douglas Pereira ou Jamil Janene. 

Em entrevista à TV Tarobá, o vereador Tio Douglas afirmou que vê com estranheza a indefinição da Câmara, sobre quem deve ser dispensado. Ele apontou que a lei eleitoral garante a vaga, como primeiro suplente e disse que está disposto a entrar com mandado de segurança, caso seja notificado. Já o vereador Jamil Janene sustenta que substitui Fernando Madureira, que atualmente ocupa vaga como diretor da federação de Esportes. Portanto ele acredita que permanece na vaga.

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