Um promotor de Arapongas vai analisar o processo que pede novo julgamento dos vereadores afastados Rony Alves e Mario Takahashi. O promotor Vitor Hugo Honesk foi designado para o caso depois que a promotora Sandra Koch, de Londrina, declarou-se sob suspeição.
Em março deste ano, a promotora passou uma recomendação administrativa à Câmara de vereadores pedindo uma nova sessão de julgamento dos vereadores, mas a o pedido pedido não foi acatado. Depois disso, ela se afastou do caso alegando motivos pessoais.
O promotor de Arapongas ainda vai analisar o caso e decidir se fica com o processo ou se devolve para Londrina. Rony e Takahashi são acusados de pedir vantagens indevidas para aprovar projetos de alteração de zoneamento. Além deles, outras 11 pessoas foram denunciadas após a operação batizada de ZR3.
Novo julgamento
O Ministério Público (MP) sustenta que a Câmara deveria ter usado como base o regimento interno e o código de ética da casa. Se fosse assim, seriam necessários 10 votos para a cassação do mandato, ou seja, maioria simples, já que a câmara tem 19 vereadores. Mas a procuradoria se baseou no decreto lei 201 de 1967 que estabelece quórum qualificado para a cassação - mínimo de 13 votos. A sessão de julgamento terminou com 12 votos contra a cassação três pela absolvição e outros três se abstiveram.