Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

STF tem até esta terça para decidir sobre permissão de candidaturas sem partido

Placar está em 2 a 0 para manter a exigência de filiação partidária; decisão definirá futuro das chamadas "candidaturas avulsas"
24 nov 2025 às 18:07
Por: Band
Imagen: Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem até esta terça-feira (25) para concluir, em plenário virtual, o julgamento que definirá se candidatos no Brasil podem concorrer a cargos majoritários (presidente, governador, prefeito e senador) sem estarem filiados a um partido político.


A análise do Recurso Extraordinário (RE 1238853) pode alterar as regras do sistema eleitoral nacional, mas a tendência é pela manutenção do modelo atual, com placar de 2 a 0 contra as chamadas "candidaturas avulsas".


A decisão do Supremo terá repercussão geral, ou seja, o entendimento firmado pelos ministros deverá ser aplicado por todas as outras instâncias do Judiciário em casos semelhantes, estabelecendo um precedente vinculante sobre o tema.


Placar e os argumentos dos ministros

Até o momento, dois votos foram registrados, ambos contrários à possibilidade de candidaturas independentes. O primeiro foi do ministro aposentado Luis Roberto Barroso, relator original do caso, que defendeu que a mudança para permitir candidaturas avulsas é uma decisão política que cabe ao Congresso Nacional, e não ao Judiciário.

Em seu voto, dado antes de deixar a Corte, Barroso fez um resgate histórico e afirmou que o sistema brasileiro é "constitucionalmente partidário".

O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o relator, reforçando que a filiação partidária é uma "cláusula estrutural" da democracia brasileira e que, portanto, "não são admitidas candidaturas avulsas no sistema eleitoral brasileiro".

A origem do debate

A discussão chegou ao STF por meio de um recurso apresentado por duas pessoas, Rodrigo Sobrosa Mezzomo e Rodrigo Rocha Barbosa, que em 2016 tentaram registrar uma chapa independente para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro. O pedido foi negado pela Justiça Eleitoral com base no Artigo 14 da Constituição, que estabelece a filiação partidária como uma das condições de elegibilidade.

Os autores do recurso argumentam que essa exigência fere direitos políticos e contraria tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como o Pacto de San José da Costa Rica, que assegura o direito de votar e ser votado sem mencionar a filiação partidária como um requisito.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da regra atual, defendendo que a exigência é uma escolha legítima do constituinte para fortalecer os partidos como instrumentos da democracia.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

STJ suspende pagamentos extras a ministro afastado por suspeita de assédio

Política
Imagem de destaque

STF dá 20 dias para PGR se manifestar sobre revisão criminal de Bolsonaro

Política

Senado aprova política nacional de atendimento a estudantes superdotados

Política

Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Novo centro logístico em Londrina prevê até 5 mil empregos

Brasil e mundo
Brasil

Pedreiros são mortos por PMs após serem confundidos com criminosos

Cidade
Cascavel e região

Acidente fatal bloqueia rodovia entre Missal e Medianeira na PR-495

Cidade
Londrina e região

Suspeito armado morre em confronto após fugir e invadir casas

Cidade
Londrina e região

Denúncias de “quarto escuro” levam à interdição de Casa Lar

Podcasts

Falando de Gestão | EP 60 | Saúde Masculina, Prevenção e Gestão Corporativa | Dr. Farid Libos

Café com Edu | EP 82 | Fé e Propósito nos Negócios | Matheus Maezano

Angélica Duarti Talks | EP 7 | Mediunidade, Reencarnação e Transição Planetária | Carolina Braga

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.