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A Arte do Sabor: Azeitóloga revela a história milenar e a expansão do azeite no Brasil

Da simbologia religiosa à produção nacional de alta qualidade, descubra por que o azeite não é "tudo igual" e como escolher o tipo certo para cada prato
26 dez 2025 às 15:40
Por: Portal Tarobá

O azeite de oliva é muito mais do que um simples condimento, é um ingrediente com história milenar que atravessa gerações. No quadro "A Arte do Sabor", a azeitóloga Ana Beloto, com 20 anos de experiência no mercado, mergulhou no universo deste "ouro líquido", explicando a sua evolução desde a bacia do Mediterrâneo até às prateleiras brasileiras.


A relação do Brasil com o azeite remonta a 1800, com a chegada da colonização portuguesa. Curiosamente, o uso inicial não era culinário, mas sim religioso. Os jesuítas traziam mudas de oliveiras para plantar ao lado de templos, simbolizando união e fé. O consumo gastronómico consolidou-se apenas em 1808 com a vinda da Família Real Portuguesa, que trazia o produto para uso próprio. 


Apesar da tradição secular, a produção comercial de azeite no Brasil é recente. As primeiras extrações experimentais ocorreram em 1930 em Maria da Fé (MG), mas foi apenas em 2008 que o país começou a produzir azeites de altíssima qualidade de forma consistente. Atualmente, o Rio Grande do Sul lidera como o maior estado produtor, seguido pela Serra da Mantiqueira, regiões que já são homenageadas com exemplares nacionais de excelência. 


Para a especialista, entender o azeite exige técnica. A degustação começa pelo olfato: aquece-se o azeite na palma da mão para libertar os aromas frescos. No paladar, procura-se o equilíbrio entre o amargor e a picância. Ana destaca dois tipos principais:

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  • Extra Virgem Clássico: Ideal para o dia a dia, como refogar arroz ou feijão e temperar saladas. 

  • Primeira Colheita: Feito com azeitonas mais verdes do início da safra, possui maior potência de sabor e notas herbaais, sendo perfeito para finalizar pratos intensos. 


Uma vantagem para o consumidor brasileiro é a sazonalidade. Enquanto em Portugal a safra ocorre em outubro e novembro, no Brasil a colheita acontece em fevereiro e março. Esta diferença permite que o consumidor tenha acesso a azeites frescos durante quase todo o ano. 

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