A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, em janeiro de 2026, provocou uma onda de incertezas no cenário internacional. Segundo o advogado especialista em Direito Internacional Rudá Baptista, a ação norte-americana é considerada ilegal à luz do direito internacional, o que amplia o debate sobre seus desdobramentos políticos, jurídicos e econômicos.
De acordo com o especialista, a iniciativa dos Estados Unidos levanta questionamentos sobre a legalidade da operação e é vista como inconstitucional sob a ótica do Direito Internacional. A captura ocorre em meio a acusações criminais que pesam contra Maduro e sua esposa, incluindo tráfico internacional de drogas, o que reforça a gravidade do caso.
Com a posse da vice-presidente Delcy Rodríguez como interina, a Constituição venezuelana passa a nortear os próximos passos institucionais do país. Paralelamente, interesses estratégicos ligados ao petróleo voltam ao centro do debate, especialmente diante da dívida externa da Venezuela com empresas norte-americanas e do processo de estatização dos recursos energéticos ao longo dos últimos anos.
Os reflexos da crise também atingem o Brasil, que enfrenta um dilema diplomático diante da proximidade ideológica com o governo venezuelano e da necessidade de se posicionar no tabuleiro geopolítico regional.
Em Londrina, venezuelanos que vivem no bairro Flores do Campo relatam sentimentos mistos de esperança e medo diante das mudanças no comando do país. Entidades como a Cáritas e a Secretaria de Assistência Social acompanham a situação e seguem oferecendo apoio aos imigrantes. Até o momento, segundo a reportagem, não há registros de pedidos de retorno ou de resgate de familiares que permanecem na Venezuela.