O histórico familiar e a idade do diagnóstico são fatores importantes na investigação do risco hereditário de câncer de mama. O assunto foi abordado em entrevista no programa Vitrine Revista, com a médica geneticista Júlia Liutti e com a chef e nutricionista Fabiana Carvalho, que teve a doença aos 42 anos, assim como a mãe e a irmã. Segundo a especialista, embora todos os tipos de câncer envolvam alterações genéticas, nem todos são hereditários. A suspeita de predisposição familiar aumenta quando há diagnósticos em mulheres com menos de 50 anos ou casos recorrentes entre familiares do mesmo lado da família. Nesses cenários, a avaliação genética pode ajudar a identificar possíveis alterações associadas ao risco e contribuir para as decisões sobre o acompanhamento e o tratamento.
Durante a conversa, Júlia explicou que os exames genéticos também podem ajudar a avaliar o risco de desenvolver um novo tumor, inclusive na outra mama, e orientar estratégias de redução de risco, conforme cada caso. A médica ressaltou que o resultado precisa ser interpretado individualmente e que ter histórico familiar não significa, necessariamente, que a pessoa desenvolverá a doença. Fabiana relatou que ela, a mãe e a irmã tiveram experiências diferentes, com tratamentos definidos de acordo com as características de cada tumor. A entrevista também reforçou a importância da detecção precoce, que amplia as possibilidades de tratamento. A orientação é manter os exames preventivos em dia e buscar avaliação médica diante de histórico familiar relevante.