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Dermatilomania: entenda o que gera os impulsos de ferir a pele de forma compulsória

Veja quando mexer na pele vira compulsão e quais os tratamentos
16 mar 2026 às 16:45
Por: Portal Tarobá

Mãos inquietas e mente ansiosa: você sabia que o ato de cutucar a pele pode ser um sinal de que algo não vai bem com a sua saúde mental?


No Vitrine Revista de hoje, o papo é sério, mas o clima é de ajuda e acolhimento. A psiquiatra Alessandra Diehl fala sobre a dermatilomania, explica suas possíveis causas e, principalmente, como é possível encontrar equilíbrio diante do transtorno.


A dermatilomania, popularmente conhecida como skin picking, é caracterizada pelo impulso repetitivo de arranhar, ferir ou espremer a pele. Entre os pontos do corpo mais afetados estão cutículas, espinhas, feridas, crostas de machucados e até picadas de insetos.


A especialista explica que o comportamento merece um olhar cuidadoso, pois pode representar algo mais sério, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou outros transtornos relacionados à ansiedade.


A ansiedade costuma ser um dos principais fatores associados ao transtorno, e o comportamento pode funcionar como uma forma de autorregulação emocional, utilizada para aliviar a tensão e acalmar a mente.

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Estima-se que a dermatilomania afete cerca de 5% da população e também pode estar relacionada ao perfeccionismo, quando a pessoa sente uma necessidade intensa de manter tudo visualmente alinhado ou “perfeito”.


Além dos impactos na saúde mental, a condição também pode trazer riscos físicos. As lesões provocadas podem causar sangramentos, cicatrizes e infecções, exigindo atenção e acompanhamento profissional.


A psiquiatra Alessandra Diehl destaca ainda que o transtorno pode estar associado à depressão e também à tricotilomania, condição em que a pessoa tem o impulso de arrancar os próprios cabelos. Em casos mais graves, pode ocorrer até mesmo a ingestão dos fios.


Para ajudar a equilibrar a mente e reduzir os sintomas da dermatilomania, o tratamento indicado envolve uma equipe multidisciplinar, com profissionais de psiquiatria, psicologia e dermatologia.


Além disso, o uso de medicamentos antidepressivos, quando indicado por um médico, pode ajudar a diminuir os impulsos e facilitar a adoção das técnicas terapêuticas.

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