O Paraná alcançou um marco inédito no cenário eleitoral brasileiro. Nas eleições de outubro, o estado contará com 8.609.026 eleitores aptos a votar, tornando-se, pela primeira vez, o 5º maior colégio eleitoral do país, ultrapassando o Rio Grande do Sul, que soma 8.526.233 eleitores.
À frente do Paraná estão apenas São Paulo, com mais de 34,1 milhões de eleitores, Minas Gerais (16,3 milhões), Rio de Janeiro (12,8 milhões) e Bahia (11,3 milhões). Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais concentram mais da metade do eleitorado brasileiro.
Entre os municípios paranaenses, Curitiba lidera com 1.410.995 eleitores, seguida por Londrina (393.986), Maringá (301.817), Ponta Grossa (258.079), Cascavel (239.319), São José dos Pinhais (227.068) e Foz do Iguaçu (206.944). Na outra ponta, Jardim Olinda (1.363 eleitores), Nova Aliança do Ivaí (1.586) e Santa Inês (1.703) possuem os menores eleitorados do estado.
Outro destaque é o cadastramento biométrico. O Paraná possui 97,37% dos eleitores com biometria válida, o segundo maior índice do Brasil, atrás apenas do Piauí.
As mulheres representam a maioria do eleitorado paranaense, com 53% dos votantes. A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 826.109 eleitores, seguida pela de 30 a 34 anos, com 823.196. Mais da metade dos eleitores possui ensino médio completo ou nível superior.
O estado também registra 77.745 adolescentes de até 17 anos, cujo voto é facultativo, além de 1,66 milhão de eleitores com até 29 anos. Já entre os idosos, são 1,19 milhão de pessoas entre 60 e 69 anos e outros 949,9 mil eleitores com mais de 70 anos.
O cadastro eleitoral aponta ainda crescimento no número de eleitores que declararam deficiência, totalizando 112.845 pessoas, e de eleitores indígenas, que passaram de 3.955 em 2024 para 6.132 neste ano, alta de 55%.
Apesar de assumir a quinta colocação nacional, o Paraná registrou uma leve redução no total de eleitores em relação a 2024, quando havia 8,64 milhões de votantes. A queda de 0,43% é atribuída principalmente ao cancelamento de títulos eleitorais irregulares após a retomada dos procedimentos de atualização do cadastro, suspensos durante a pandemia de Covid-19. Em maio de 2025, mais de 328 mil títulos foram cancelados no estado por falta de regularização.