Uma maior demanda por arroz beneficiado no atacado e no varejo elevou a necessidade de compra de matéria-prima por parte das indústrias. Esse cenário tem impulsionado as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul – na parcial deste mês (até o dia 18), o Indicador CEPEA/IRGA registra avanço acima de 5%.
Mesmo assim, de acordo com pesquisadores do Cepea, a liquidez permanece limitada, refletindo a postura retraída dos produtores e as dificuldades no avanço da colheita em algumas regiões. Somam-se a isso as incertezas decorrentes da alta do diesel e do cenário geopolítico internacional, que impactam diretamente o ritmo de comercialização.
Com a menor disponibilidade de produto no mercado spot, algumas indústrias chegam a reajustar as ofertas mais de uma vez para atrair vendedores e garantir o suprimento. A estratégia visa superar a resistência dos orizicultores, que aguardam patamares de preços ainda mais elevados para negociar seus lotes.
Ao mesmo tempo, agentes relataram ao Cepea receio de novos aumentos nos custos logísticos, diante da forte alta do diesel. Esse fator levou parte das unidades de beneficiamento a reforçar a recomposição de estoques de segurança, tentando se antecipar a possíveis novos reajustes no frete e na estrutura de custos operacionais.