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Brasil pode ter seis ondas de calor nos próximos meses, diz estudo

Análise do Cemaden aponta que altas temperaturas devem atingir diferentes regiões do país nos próximos meses
29 ago 2026 às 12:30
Por: Portal Tarobá
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

O Brasil pode enfrentar pelo menos seis ondas intensas de calor nos próximos meses, segundo uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O levantamento aponta que as temperaturas elevadas devem atingir diferentes regiões do país, em um cenário marcado também por períodos de estiagem e chuvas intensas.


Para chegar à estimativa, os pesquisadores analisaram 47 anos de registros de temperatura em períodos influenciados pelo fenômeno El Niño. A avaliação indica que a frequência de dias extremamente quentes pode ficar acima da média por causa da intensidade do atual evento climático.


O Cemaden considera onda de calor um período de pelo menos três dias consecutivos com temperaturas excepcionalmente elevadas. O fenômeno ocorre quando as máximas e mínimas permanecem acima dos valores esperados, mantendo o calor intenso por vários dias.


Ondas de calor estão mais frequentes


O levantamento também mostra uma mudança no comportamento climático brasileiro. Nas décadas de 1980 e 1990, os episódios de calor extremo eram menos frequentes e mais concentrados em determinadas regiões.


A partir de 2010, e principalmente depois de 2020, as ondas de calor passaram a ocorrer com maior frequência e abrangência, atingindo simultaneamente áreas mais extensas do país.

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Entre 2023 e 2024, foram registradas nove ondas de calor entre agosto e dezembro, o maior número da série analisada, segundo os dados apresentados no estudo.


Impactos na agricultura e na saúde


O cenário de calor extremo associado a períodos de seca e chuvas intensas preocupa setores como agricultura, energia, transporte e saúde.


No campo, a irregularidade das chuvas e as altas temperaturas podem prejudicar plantações, reduzir a produtividade e afetar a oferta de alimentos. Também podem surgir dificuldades para o transporte e o escoamento da produção em regiões atingidas por extremos climáticos.


Na saúde, as ondas de calor aumentam o risco de desidratação e estresse térmico e podem agravar problemas cardiovasculares, respiratórios e renais. Idosos, crianças, gestantes e trabalhadores expostos ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis.


O cenário previsto reforça a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e de medidas de prevenção, principalmente durante períodos prolongados de temperaturas elevadas.

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