Conhecida nacionalmente como a capital das flores, a cidade de Holambra, no interior de São Paulo, utiliza uma dinâmica própria para a comercialização de sua produção agrícola. Em um modelo importado da Holanda conhecido como leilão reverso, compradores disputeis lotes de plantas e flores ornamentais em negociações que duram poucos segundos e exigem atenção constante dos participantes.
Diferentemente das hastas públicas convencionais, em que os preços sobem à medida que os lances são efetuados, a lógica do leilão em Holambra começa com o valor no patamar mais alto e o reduz progressivamente em um telão.
O primeiro comprador que acionar o botão de arremate fecha o negócio pelo preço indicado no exato momento do clique, garantindo o lote para pronta entrega e carregamento imediato.
A estrutura é mantida por uma cooperativa local que reúne cerca de 470 produtores associados e realiza quatro leilões por semana. Cada sessão de vendas movimenta cerca de R$ 4 milhões e coloca no mercado mais de 1 milhão de hastes de flores e vasos de plantas, atraindo aproximadamente 400 floricultores, distribuidores e atacadistas de diversas regiões do país.