A sequência de dias chuvosos e o alto volume de água acumulado no solo acenderam o sinal de alerta entre os produtores rurais de Cascavel, na região oeste do Paraná. A cultura da soja, que ocupa cerca de 90% das áreas agrícolas do município e foi plantada há cerca de 40 dias, vem enfrentando impactos diretos pela falta de luminosidade e pelo excesso de umidade.
De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) e o Instituto Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), os volumes pluviométricos registraram marcas atípicas na região. No Distrito de Juvenópolis, por exemplo, o acumulado superou os 300 milímetros em um único fim de semana.
O volume provocou o transbordamento e o rompimento de curvas de nível e terraços de contenção, resultando em processos erosivos nas lavouras e na perda de insumos aplicados no solo, como adubos.
Além dos danos diretos às plantações, a enxurrada causou o transbordamento de rios e riachos, deteriorando trechos de estradas rurais utilizadas para o escoamento da produção.
Segundo a chefia regional do IDR-Paraná em Cascavel, a ausência de sol forte compromete o desenvolvimento fisiológico da soja — uma cultura de verão que necessita de calor, umidade moderada e luz solar. O setor segue monitorando o campo para avaliar os reflexos na produtividade final da safra.