O setor avícola brasileiro enfrenta um momento de "pé no freio" nas vendas externas de ovos. De acordo com dados da Secex analisados pelo Cepea, os embarques registrados em março atingiram o menor patamar desde dezembro de 2024. Ao todo, o Brasil exportou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados, um volume que acende o alerta por ser 36% inferior ao que foi registrado apenas um mês antes, em fevereiro.
A comparação com o mesmo período do ano passado revela um cenário ainda mais desafiador para os produtores. O volume atual equivale a praticamente a metade do que foi enviado ao exterior em março de 2025, quando o país comercializou 3,77 mil toneladas. Essa retração brusca é explicada principalmente pelo desaquecimento da economia e pela menor demanda dos principais parceiros comerciais do Brasil, que reduziram drasticamente as encomendas da proteína nas últimas semanas.
Apesar da queda forte na quantidade, o prejuízo financeiro foi levemente amenizado pelos preços praticados. O faturamento das vendas externas somou US$ 4,53 milhões no último mês. Embora o valor seja 27% menor que o de fevereiro e esteja 48% abaixo do arrecadado há um ano, a queda no caixa foi menos intensa que o tombo no volume físico, mostrando que o produto brasileiro ainda mantém certo valor de mercado mesmo em meio à crise de exportação.